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segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Vai te catá lá pros seus Arroyos Inclusivos

Ando sem tempo e muito atarefado, afinal, gente como a gente, não compra feito e nem vende o que os outros fazem, não ganha prêmio porque não fica lambendo bota de " superior " que se acha o tal porque é ex-isso ou ex-aquilo. É, mas estou muito ausente e já deve ter alguns pensando que me embanderei pra algum esquema e resolvi mandar as minhas convicções às favas para me arrumar, porque acho que meu futuro é fazer carreira ou carreirinha (unf!) n " alguma maracutaia saramandalística. Bom, não seria mal nem bem, cairia de boca na baixaria, receberia uma boa grana, freqüentaria as festinhas " orgiásticas " , coalhadas de vendido(a)s e vendado(a)s e que se dane tudo mais. Mas se não me vendo por meros 59% de uma salário de pelo menos mais que o dobro do meu, que dirá por um suMorno de um aboRno de 700as pilas!. Aí não, tá barato demais! Prefiro ficar por aqui, me sentindo um desperdiçado nessa PBH, pensando num jeito decente de sair dessa lama e conseguir algo melhor com o currículo que fiz, que é meia boca, daí o fato de estar nessa lama, mas que me permite um ganha-pão e me dá alguma esperança de fazer algo mais significativo e efetivo, sem me deixar encostar numa repartição dum não sei das quanta, fazendo papel de lacaio de alguém mais idiota do que eu, que tem a desfaçatez de pensar que devo ser-lhe grato, já que na sua imensa misericórdia, me concedeu um carguinho bacana pra não ter de ser babá(ca) de uns 200 alunos por dia, abandonado por gestores, que procuram fazer de tudo para tirar de mim, o mais tênue senso de dignidade e auto-estima.
Não me rendo, não, pois meu trabalho é tão bom quanto é possível ser feito: nem mais e nem menos. E é na sala de aula que ainda tenho autonomia de fazê-lo. Sacrifício é para os mártires, pois eu me contento em ser um profissional que, com o tempo, fica cada vez melhor, apesar dos pesares.
Não acredito, portanto, nessa conversa mole que, em nome de um tratamento mais humano do aluno, de uma maior tolerância com ele, de uma abordagem diferenciada do seu processo de aprendizagem, eu me torne mais um alucinado que, a semelhança de um ex-drogado, de um recém torturado, de um corrompido, de um pilantra descoberto e arrependido ou de alguma " porraloquice " , me renda (babando) a esse som de taquara-rachada pseudo " paulofreudiano " , e saia por aí repetindo a insana e irresponsável ladainha " párapedagógica " , esse mantra lobotomizado de que o ensino formal, em sala de aula, com exercícios, testes, trabalhos escritos e tudo mais, esteja superado. Pior ainda, de que essa é a causa da evasão ou fracasso escolar de uma massa de alunos das classes mais desprovidas. Isso eu não me presto a fazer. Jogar no lixo o que melhor sei fazer e que dá muito certo, quando associado a outras abordagens, mas somente quando essas são colaborativas com a primeira. Essa história de " detornar " com o professor regular só pra me afirmar enquanto aquele que faz a revolução educativa com base num filminho qualquer que não mede conhecimento, aquisição de bons hábitos e habilidade de ninguém. Isso eu não faço. Vou procurar escrever, estudar, discutir, trabalhar o que for necessário, para provar que esses Arroyos Inclusivos, ou são uns picaretas desavergonhados ou sofrem de algum distúrbio alucinatório, por querer nos fazer acreditar que se pode ensinar, com cuspe e giz, um cego ler braile com mão de gancho.

3 comentários:

Anônimo disse...

Just surfing for things related to
filmmaking and filmmaking and ran across your blog. It's not what I was looking for, but it's still pretty interesting stuff. Thought I'd add it to my links. Hope you don't mind. If you do, just delete this and accept my apology for wasting your time. Thanks!

Anônimo disse...

"Vou procurar escrever, estudar"...
Isso! Você tem potencial, continue estudando!

Modesta disse...

Na situação em que estamos, talvez até exista um meio de ler livros em braille com mão de gancho, conforme você disse com muito comprometimento. O fato é que necessitamos todos (inclusive gestores)de muito estudo para compreender as diferenças e isto não é coisa inventada pela escola plural. Lidar com elas em parcas condições é realmente complicado.
Gostei, mas extrapole o seu texto e diga-nos depois o que aconteceu.