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quarta-feira, 4 de maio de 2005

O QUE A PBH NÃO DÁ, A MÁFIA GARANTE!

Na noite de 22/03/ 2005,terça-feira, após, propositalmente, interromperem o fornecimento de energia elétrica da escola, ladrões renderam os professores da EMIAM (Escola Municipal Inácio de Andrade Melo), em seus carros, quando eles se preparavam para sair. Foram levados celulares, bolsas e documentos. Pelo menos três professoras sofreram violência física (coronhadas) além de ameaças verbais: uma professora teve um revolver encostado em sua cabeça e foi ameaçada de morte. O vigia do noturno foi jogado ao chão e pisoteado.
No dia seguinte, a direção comunicou o ocorrido à Regional e informou que os professores pretendiam paralisar as aulas no noturno até que se garantisse a devida segurança aos alunos, funcionários e professores. A reação da Secretária da Regional Noroeste revelou, em sua atitude, o quanto a PBH "nos preza" e se "preocupa" com seus funcionários ao alertar a diretora para o fato de que, se os professores parassem, teriam que, simplesmente, repor as aulas, pois os alunos têm o 'direito' a 200 dias letivos anuais, não importa quão infernal eles sejam.
Essa "preocupação" obsessiva, mesmo estúpida, da PBH em se fazer cumprir essa diretriz (e somente essa) revela, de forma patente, o desprezo para com a classe dos professores e a omissão diante da responsabilidade dela em garantir a segurança e a qualidade no trabalho. Não se levou em conta, nem mesmo , o trauma que o ocorrido causou à comunidade escolar. Os alunos, agora, permanecem tensos: qualquer movimentação diferente, próximo à escola, e eles já querem ir embora e ficam agitados, prejudicando as aulas.
O mais impressionante é que, 10 dias depois, um "representante da comunidade" (leia-se, "do trafico") procurou a direção e os professores da escola, a fim de informar que ele daria garantias que o ocorrido não voltaria a acontecer, pois, argumentou ele, "apesar do diploma não fazer falta para a vida do homem, esta escola é muito importante para algumas crianças" (leia-se: bolsa escola, merenda, etc.). Além do que, acrescenta, "os professores ganham muito pouco e não acho justo o que aconteceu."
Pasmem! A preocupação, reconhecimento e consideração desse representante com a comunidade escolar é (infinitamente superior) à demonstrada pela PBH. Ele devolveu a maior parte dos objetos roubados. Se bem me lembro, uma situação semelhante a essa só ocorreu na Sicília, quando a Máfia tomava pra si a incumbência que o governo italiano não assumia perante seus cidadãos.

Prof.a. Anônima

4 comentários:

JR disse...

Isso é o q eu chamo de controle qualitativo... Todo mundo tem q ter uma voz, nem q essa voz brade alto e ninguém a ouça... A violência nas escolas públicas é mais um resultado de falta de comunicação... Se não tiver voz, a qualidade cai... Heil Ratzinger!

Anônimo disse...

Vou pédir imediatas providências da Gerência de Educação da Regional Noroeste, pois a SMED não tinha conhecimento deste episódio. reforço que todos os casos como estes que chegam aqui na SMED são imdiatamente levados para o Comando da Guarda Municipal e da Polícia Militar.

Peço desculpas em nome da Prefeitura,

Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva

Anônimo disse...

Fatos como este deveriam ser comunicados imediatamente a imprensa, quem sabe assim, saindo na Rede Globo, a PBH tome conhecimento dos registros de violência ocorridos nas escolas.É preciso que a sociedade saiba que o "sol", infelismente, não brilha para todos e com certeza os professores estão à margem.Além de lamentar e comunicar a polícia( por que isso a escola já deve ter feito) a SMED deveria tomar providências com relação as pessoas que ocupam cargos nas regionais.Não é possível que estas pessoas continuem em seus cargos com tamanha incompetência e falta de sensibilidade.

Anônimo disse...

PILAR TÁ IGUAL AO ZÉ DIRCEU: EU NÃO SABIA....