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domingo, 19 de junho de 2005

Rumos do nosso movimento e intervenções da SMED!

Colegas Professores,

Embora não tenha tempo, tenho uma pilha de provas para corrigir, acho importante interferir nesse blog e dar o meu recado. Vou direto ao ponto: estou preocupado em manter a pequena audiência que esse blog conquistou e pretendo que ela cresça tanto em número, como em freqüência e em qualidade. Por essa razão, escrevo, com objetivo de reconduzir esse blog ao seu objetivo. Não tenho o menor pudor com relação às manifestações que espontaneamente aparecem nele, nem me preocupa que se lave a roupa suja aqui, melhor, que se manifestem as contendas intestinas do nosso movimento, afinal, é pra isso que esse blog foi feito, também. O que me preocupa é a fragilidade estomacal de muitos colegas, pelegos ou não, que já não entram no movimento grevista ou não suportam a pressão, até mesmo nem participam das discussões preliminares e nem se manifestam, por uma série de razões que ainda desconhecemos. Esses analfabetos políticos ou apáticos, desinteressados também precisam de uma alfabetização ou motivação e penso que esse blog é um instrumento que pode ser utilizado com esse fim: manter a chama do movimento acesa (ainda que minúscula) e ir, ao longo do tempo, angariando partidários para a nossa causa, quero dizer, atrair colegas que pensam de diversas formas, sejam quem forem, Analise ou Klauss ou quem escreveu sobre a Analise, antes deles, por mais idiossincráticas (particulares), polêmicas, as idéias e formas de escrever ou de se manifestar que cada um tenha.
O que importa pra mim, aqui, é fazer valer o jogo democrático e reacender o movimento, trazendo para a política essa parcela indispensável da nossa classe, que nos fez falta na hora crucial de pressionar a prefeitura durante a greve.
Quero ressaltar que, com o término das reuniões pedagógicas nas escolas e as investidas orquestradas por essa administração contra a integridade do ensino (decente) e dos professores (sua capacidade de organização, senso ético e político) esses serão o grande problema que teremos de enfrentar com urgência urgentíssima. Essa luta tem que assumir um caráter suprapartidário, apesar d o PT ser o nosso atual maior inimigo ( aliás, maior inimigo até deles mesmos, dado o racha que os últimos acontecimentos provocaram no partido).
É que, pior que não ter nenhum projeto ou modelo de escola, é ter um completamente desvirtuado, como vem se fazendo com essa Escola Plural. Ficou o que era mais questionável nesse modelo:



  1. a progressão desembestada do aluno;
  2. a mescla de alunos com desenvolvimento muito
    diferenciado (ABISMAL);
  3. a enfiação de alunos em nome do hipérbato
    Inclusão;
  4. os grilhões do 1.5 e do atraso cada vez maior da chegada das
    verbas nas escolas;
  5. as intervenções de projetos que não prevêem a
    integração do ensino em sala de aula e as atividades extracurriculares (pelo
    contrário, só aumentam esse fosso);
  6. Esses professores (me incluo aqui, pois estou no projeto {veja P.S.}) possuem privilégios diferenciados da categoria. Além das atividades desenvolvidas serem lúdicas, portanto mais prazerosas, os horários de início e fim do projeto são mais flexíveis:
  • o professores do projeto do CAPE têm direito a dois dias de horário pedagógico, planejamento e formação coletiva, por semana, enquanto os professores regulares têm apenas 3 horas de projeto e nenhuma reunião pedagógica após sua extinção decretada nas escolas;
  • o horário de início das atividades dos projetos, nas escolas, pela manhã, é às 08:30h, enquanto a atividade normal tem início às 7:00h.
  • Estão disponíveis dois professores com carga horária integral e um professor com carga
    de 10 horas para uma turma que mal-mal completa 30 alunos;
  • Há disponibilidade de recursos como: ônibus de 15 em 15 dias para excursões, o que não acontece com outras turmas nas escolas.
  • essas turmas possuem uma verba específica do governo federal, enquanto ficamos de pires na mão.
  • Até hoje não vi o projeto desse projeto, o que me preocupa, já que toda atividade nossa tem de ser justificada com projetos e relatórios. Quero ver se vão perguntar pra nós professores do projeto, como faziam quando tentávamos justificar nossas turmas projeto : - o que você fez pelo aluno que ele fracassou?! Aí, pode ser acabem até com essa iniciativa e usem o dinheiro pra financiar mais gente em Cuba.

Nas reuniões pedagógicas, às quartas-feiras, é patente a inculcação de idéias que procuram reforçar o fosso das atividades propostas e o pretenso objetivo de alfabetização, pois as atividades propostas não parecem dar continuidade às atividades lúdicas, mas forçam a manutenção desses alunos em seus estados infantilizados já que as atividades não buscam um desdobramento pedagógico que ajude o aluno a assimilar os conteúdos escolares, pelo contrário, não está previsto um horário para que esses alunos recebam apoio em suas atividades escolares e o tempo de fazê-lo é todo tomado pelas atividades lúdicas.

É claro que devemos ter atividades lúdicas para motivar esse aluno e desenvolver habilidades que ficaram defasadas em função da sua condição desprivilegiada, mas isso deveria vir com atividades de alfabetização que também permitissem a esse aluno acompanhar, com maior desenvoltura, as aulas de matemática, português, etc.


Corremos o risco desses alunos incorporarem a idéia de que não é importante
o domínio desses conteúdos à sua formação e, ao que parece, as idéias
veiculadas nos horários pedagógicos do CAPE caminham nesse sentido. Ouço sempre a reclamação de que os professores dão atividades demais para os alunos! É esse tipo de condução escolar que, segundo a SMED, será avaliado pelo SIMAVE para avaliar o trabalho dos professores. É a escola do método plural confuso trocado pela escola do método de um partido com esquisofrenia paranóica .

É a isso que chamo de política do ?pão e circo?. Além do mais, esses projetos acontecem em uma pequena porcentagem de escolas. Há um claro e discutível movimento no CAPE que pressupõe a instituição escolar como uma instituição falida, mas não há uma proposta alternativa a ela, o que torna esse tipo de intervenção uma experiência ainda mais perniciosa, se não se fizer uma mudança de rumos.
Como vimos, há dois pesos e duas medidas. Enquanto se garante toda condição a um projeto experimental invasivo, se usurpa das escolas qualquer possibilidade de efetivar o seu projeto político pedagógico (veja denúncia). Na Escola Dom Orione, possuíamos projetos e aulas de caráter alternativo que faziam parte da grade curricular, mas que foram suprimidas a fim de se ajustar ao 1.5 e, mais recentemente, todos projetos das escolas serão extintos em função das políticas implementadas pela PBH que assumem, esse ano, um caráter punitivo, eminentemente partidário, à revelia das conseqüências que essa punição irá causar à educação (veja aqui).

Daí o fato de pensar que devemos assumir um caráter de luta suprapartidário, já que o nosso movimento não irá sobreviver às investidas humilhantes dessa máquina estatal sem a ajuda de outros partidos e da ala descontente e compromissada com a educação do próprio PT (existe?!). Ainda mais que, se me permitem a avaliação do quadro político, o PT oficial tende a se radicalizar ainda mais e a caminhar inexoravelmente para a implementação de uma forma de governo ainda mais tirana que a implementada pelo PSDB, já que, penso eu, a saída do ministro da Casa Civil , o Dirceu, e a manutenção dos demais acusados que têm estreita relação com a atual prefeitura, revela que não se trata de uma queda do Dirceu, mas o soltaram, já que ele é o Pitbul desse governo e as perseguições irão se acirrar ainda mais e nossa classe será um alvo preferencial. O PT está se comportando como uma fera mortalmente ferida, já que está exposta, de forma mais contundente, às mesmas críticas a que, antes, acusava seus opositores e para sobreviver politicamente e se manter no poder fará nas administrações públicas desse partido a mesma inquisição que cassou os insurgentes de seu partido.

Portanto, colegas, peço que façamos um grupo de estudos e de ação que faça uma reavaliação do movimento e implemente, efetivamente, uma ação permanente de defesa do ensino público decente e compromissado (nem falo mais ?de qualidade?, pois essa palavra me lembra o equivocado projeto do PSDB de Qualidade Total que o PT está implementando) e que sirva de consulta, crítica, apoio e aporte ao nosso sindicato. Quem desejar participar, inscreva-se no grupo ?professorpublico? clicando nesse endereço:

  • INSCREVA-SE AQUI MANTENHA-SE EM CONTATO



  • P.S. Embora participe do projeto, exigirei do CAPE que me permita trabalhar as horas da reunião e as 1h30m diárias em outro projeto, o CINESCOLA desenvolvido na EMDO ano passado ( veja aqui ) e em dando suporte aos colegas com os computadores. Penso que assim, não estarei, na prática, concordando com o CAPE com os privilégios que os professores dos projetos gozam.

    sexta-feira, 17 de junho de 2005

    Outra praguinha de Vila Lixeira...?!
    (ou... em defesa de quem não precisa...).
    Desfaçada...
    Representasse a si, e desmerecedora seria até de reles alusão... Vontade própria houvesse-lhe e face teria...
    Toda quadrilha tem os seus aviõezinhos, aqueles que trazem os papelotes e levam a grana... e aquelas até que morrem por seus paisinhos... e ademais, serviços outros lhes prestam...
    Divers@s del@s serviram-lhes, até no por eles sofrerem as nossas vergalhações, em nome de permanecerem sob o seu jugo-acobertador-de-carguinho... sim sabemos que são aquel@s que a qualquer novidade célere comunicam-nas, mesmo que afonsinhos...
    Como agora o faz, buscando conspurcar a imagem de Analise. Porque pessoa de nenhum caráter, por vereda outra que não a da ignomínia, e da anomia por anonimia, haver-se-ia de desandar... Cai-lhe bem a alcunha de Escória...

    Divergências várias as tivemos, e certamente outras advirão, que ainda passados não somos, Analise e eu. Próprio dos que opiniões as temos, nossas, e não as dos interesses momentâneos, pragas politiqueiras que grassam e medram nos meios Traidores. Oposições são peculiares aos que vivem, mas nunca àquel@s que perpassam a vida sem chegarem a ser...

    As Academias deveriam sobre-avaliar como podem sobre-titular e apresentar à sociedade tais espúrias formações... seria de efeito profilático aos parcos recursos das Universidades públicas, absolutamente impróprias são tais, mormente à convivência nas plagas educacionais. Mui jus fazem aos lugares-tenentes aos quais se reportam.

    E nisto dá ao servirem-nos de paus de batalhas, a bem espancarmos os biltres por cujos zelos humilham-se a babar as barras do Alcaide.

    Quem mandou não passar de nanocéfala nanoserviçal... Pequenez até na audição, pois que do que ouviu pouco assimilou (se em boa fé o pudesse), o que certamente não lhe cabe.

    Ah... ocorreu-me agora, que as pintas as têm, pelo sotaque talvez, o serem habitantes de lá, acoitad@s, de Vila Lixeira...

    Não lhes parece a todos, relembremos, a falas de Carlos de Tal.

    Outra faceta de que me enojo, pela hipocrisia latente... Querida!

    Klauss Athayde, 17/06/05
    RG 10.324.924 SSP/SP;

    quinta-feira, 16 de junho de 2005

    A EQUILIBRISTA

    Analise de Jesus, a sobrevivenvte
    No meio de greves, críticas de lado a lado e tanta desesperança, me parece que há uma unanimidade: Analise de Jesus da Silva. Como toda unanimidade é burra, gasto um tempo para me dizer estarrecida com a postura da colega na última assembléia da categoria: Analise se dizia entrando no movimento NAQUELE DIA. ESTAVA ENTRANDO EM GREVE NO ÚLTIMO DIA DA MESMA e mesmo assim, pegou o microfone PARA DEFENDER A VOLTA AS AULAS. Pronto, está explicado objetivamente por que Pimentel não relutou em nomear Analise para o Conselho.

    Outro ponto interessante é que no CM, segundo relatado nas atas do mesmo ela gastou um sem número de reuniões para discutir e defender a liberação da presidente (que só por coincidência era ela). Outros tantos assuntos seríssimos não tiveram o memso destaque. A Nossa greve mesmo não teve esta abertura nas pautas.

    Não foi feita a denúncia da realidade dos trabalhadores em educação, e quando aconteceu, não o foi pela presidente. Como ela mesma diz (está em ata que li nesta semana)ela não era representante dos trabalhadores mas presidente para todos (não é literal mas é o sentido). Na minha avaliação, quem é presidente "para todos" não é para ninguém. Na verdade faltou foco, faltou vontade política de fazer com que o CME fosse palco de nossa luta. Falo como professora que nunca quis se candidatar embora o incentivo dos colegas de escola.
    Terminada a greve sobraram o sindicato e a SMED arranhados e criticados. Analise posou no último dia de greve como aquela que trouxe FINALMENTE o bom senso e o equilíbrio ao movimento. Não caiu. Ou caiu para cima. Chegou a salvadora, respiravam aliviados os defensores do fim da greve quando a viram se aproximar do microfone.
    Faltou tudo neste tempo cinzento.
    O que não faltou neste tempo todo foi visão política e senso de oportunidade por parte da sobrevivente Analise.
    Não vou me identificar por conhecer de perto a ex-presidenta e suas raivosas reações.

    Querida, pense bem.

    Reunião na SMED - a falta de juizo dos representantes do Governo

    A reunião desta quarta-feira (15/06) na Secretaria de Educação que serviria para discutir o calendário de reposição das aulas se transformou em insana exibição dos representantes da Secretária Pilar, já que a mesma se encontrava mais uma vez viajando com o dinheiro público.
    Os representantes, subalternos, além de nada decidirem, ainda apresentaram uma proposta que prejudica ainda mais os alunos e as nossas escolas.
    1 - Eles querem acabar com as férias escolares, prejudicando pais e alunos, pois segundo eles as aulas deverão ir até 25 julho.
    2 ? Também propõem acabar com a semana de recesso dos alunos em outubro.
    3 ? Os professores só receberiam os salários após a reposição.
    4 ? Apresentaram um calendário também de reposição das reuniões pedagógicas.
    5 ? Durante a reunião os representantes da Pilar demonstravam que não queriam fazer qualquer acordo.

    Os nossos problemas:
    Essa proposta trás alguns problemas para a categoria. O mais sério e que eles não querem fazer qualquer acordo para manter e provocar o corte do nosso pagamento.
    Tal comportamento deixa poucos caminhos para todos nós. Talvez o único possível e retomar o movimento com mais determinação.
    Por outro lado, se nós temos o problema do corte do pagamento, a prefeitura terá que se explicar perante a população de BH a sua atitude, de não negociar.

    Os problemas da Pilar e do Pimentel:
    - Eles querem acabar com as férias dos alunos, desrespeitando as mães e pais que querem que a reposição seja de 30 minutos diários para não prejudicar as férias.
    - Caso os professores decidam não fazer a reposição os alunos ficarão sem aulas e a prefeitura terá que se explicar, inclusive perante o Ministério Público.
    - A prefeitura terá que explicar por qual motivo não aceita as decisões da Conferencia Municipal de Educação e porque nomeou uma desconhecida funcionária do Gabinete do Vereador Carlão para presidência do CMS.
    - O Senhor Pimentel ainda tem uma divida com a população de BH. O seu vice é do PTB, e eles PT e PTB estão envolvidos nas malas de dinheiro da corrupção.

    Ao que tudo indica o Pimentel e a Pilar querem que façamos um acampamento na porta da casa deles e na Câmara Municipal, ou querem que retomemos a GREVE.

    Consolação ? Diretora do SindUTE/BH

    terça-feira, 14 de junho de 2005

    Ausência da Reunião Pedagógica incapacita EM de cumprir sua função social!

    Bilhete entregue aos pais de alunos da E.M. Júlia Paraíso (bairro Alípio de Melo) revela que os eventos sociais, normalmente promovidos pela escola, serão extintos pela falta de um horário que permita o planejamento coletivo desse tipo de atividades! O bilhete me foi entregue por um professor, pai de um aluno que estuda na E.M.J.P. na última assembléia de professores!

    Senhores Pais,

    Comunicamos que, de acordo com decisão do professorado, em reunião realizada em 20/05/2005, não teremos condições de realizar os eventos que culminam projetos globais da escola (festa junina, corrida rústica, mostra cultural), em função da extinção do horário de Reunião Pedagógica Semanal que era utilizado para organização e planejamento dos mesmos.


    Como se pode ver, sem a reunião pedagógica, as Escola Municipais, que já empobreceram sua prática pedagógica, em razão dos baixos salários, do conseqüente adoecimento dos professores, da falta de uma política de substituição e de materialidade, da perda de sua autonomia, entre os quais a imposição do fluxo contínuo de alunos, as práticas intervencionistas e a restrição de investimento humano ao 1.5, agora amargamos a perda de uma prática conquistada desde 1982 e que ainda dava sustentação às políticas pedagógicas acordadas em âmbito coletivo e permitiam que os professores sincronizassem suas ações.
    Sinceramente, não sei onde quer chegar a Secretária de Educação que se recusa a nos ouvir, tão absorta está em sua visionária e descabida postura de infalível dona da verdade! E após fazer todo tipo de asneiras, ainda irá nos culpar por seu evidente e fragoroso fracasso!

    segunda-feira, 13 de junho de 2005

    ANONIMATO E DENÚNCIAS NA WEB

    Olá Frederico, Cícero e todos....

    O anonimato muitas vezes é a defesa dos que podem pouco (ou nada). O facismo italiano e as diversas formas de totalitarismo de direita (nazismo, franquismo, ditadura brasileira etc )e de esquerda (stalinismo, fidelismo, KMERismo etc)pouco se incomodavam de estuprar/violar/ a identidade/intimidade/vida privada dos críticos para conseguir seus intentos. Acreditem: a rede mundial de computadores também pode ser violada e os autores de e.mails podem ser perseguidos pelos neo stalinistas da PBH. Perseguir via atraso das férias prêmio, via indeferimento de processos administrativos, via corregedoria, via avaliação de desempenho é o mínimo. Existem mil formas impensadas e não descartadas por estes sedentos de poder e de unanimidade.
    É bonito e leal assinar seu próprio nome mas o risco da retaliação é real e explica o anonimato de muitos.
    Assinar o nome quando se é favorável a PBH é fácil.
    Frederico: a propósito de sua reflexão sobre inversão de papéis-se algum aluno está insatisfeito com o trabalho de um determinado profissional, não precisa ir para a casa deste trabalhador para reclamar. Estamos todos na escola e somos facilmente encontrados, ao contrário dos gestores da PBH que fogem do servidor e do CONTRIBUINTE. Não os encontramos em seus pseudo-locais de serviço e nem em lugar nenhum. quem não se lembra do Pimentel desmarcando a ida ao Palácio das Artes e da Pilar fugindo da Conferência Municipal de Educação? A relação é muito diferente e não cabe o paralelo, embora eu creia na sua boa fé ao propor tal inversão de papéis.

    Não creio ser justificável a ida a casa de alguém para cobrar posturas profissionais, mas a ausência de interlocução por parte da PBH explica a proposta.

    Invertamos os papéis mais uma vez: o que diziam estes gestores atuais, em épocas pré-"patrusianas"???? Uma amostra foi dada pela Pilar em sua meiga cartinha. O que diriam estes mesmos se perdessem o poder municipal???? Como aceitariam um Ferrara um João Leite ou um Amílcar dando 59% para seus cargos de confiança e ZERO para o funcionalismo?????
    Como reagiriam se a direita mandasse a Guarda Municipal tratar os professores e pais com a sua delicadeza habitual????

    Como seria a reação de carlão de tal, rogério correia, neila batista, pilar maria, zamara campos, ramom de carranca, analize de jesus, ércio sena, hilário hilariante, arnaldo godoy, todo os ocupantes de cargos na PBH e legislativo que se dizem de esquerda (todos em minúsculas mesmo!!!) se descobrissem antes de 1993 que a PBH pagava décimo quarto salário para seus secretários e prefeito????

    coloco a ex-presidenta do conselhinho de educação na listagem com muita convicção: que atitude coerente da sobrevivente analize! Mais que defender o fim da greve, se dizer em greve no último dia da mesma, isto depois de passar todo o tempo de bico calado foi demais! Senta e analise, analize.

    INVERSÃO JÁ!!!!!

    E a propósito: muitos dos que gastam tempo e fosfato digitando textos em nome da ética quando se trata de defender nossos algozes, não escrevem uma linha sequer para criticar as suas práticas de rapinagem do erário público. PELO FIM DA PIRATARIA NA PBH E NA POLÍTICA.

    quarta-feira, 1 de junho de 2005

    BIBLIOTECAS OU DEPÓSITOS DE LIVROS?

    BIBLIOTECAS OU DEPÓSITOS DE LIVROS?

    Responda rápido: o pessoal que trabalha na biblioteca de sua escola assemelha-se mais a um grupo de educadores ou a um grupo de almoxarifes?
    São mais preocupados com a formação do leitor e com a transformação do espaço onde atuam num local de encontro dos diversos sujeitos da escola com a cultura (literária ou não) ou apenas se dedicam a arrumar estantes e atormentar usuários esquecidos, fazendo da biblioteca "mais o lugar onde se esconde o livro do que o lugar onde se procura fazê-lo circular"?*
    Conheço muitos almoxarifes atuando em bibliotecas. A essência de seu trabalho resume-se ao contole da entrada e saída de objetos. Possuem baixíssimo conhecimento teórico e instrumental da sua área de atuação, seja em teoria literária, sociologia da leitura, ação cultural - e a SMED, por sua vez, não dá nenhum tipo de formação específica para o setor - e como não tem propostas de alcance educativo mais abrangente, são obrigados a "inventar" serviço, para não ficar o dia inteiro lendo jornal ou tomando cafezinho e fofocando com os colegas. Desse modo, colar um enfeite na porta do armário ou aplicar fita adesiva na lateral de um livro são, sob a ótica dos almoxarifes, mais importantes que apresentar bons materiais de leitura aos estudantes ou desenvolver ações pontuais, integrando sala de aula e biblioteca, no que se refere à pesquisa escolar por exemplo. Muitos desses almoxarifes, que estão fora da sala de aula em razão da readaptação funcional, aproveitam-se dessa excepcionalidade trabalhista para justificar a sua inoperância e ajudam a encher com suas lágrimas o mura das lamentações do setor.
    Sou auxiliar de biblioteca desde a implantação do Programa de Revitalização de Bibliotecas da RME/BH, em 1997. De lá pra cá, não vi nada se revitalizando. Em razão da falta de seriedade da SMED em garantir a efetiva implantação do Programa, a indigência cultural de grande parte do pessoal de biblioteca e a ausência de intencionalidade educativa das escolas em relação às suas salas de leitura, não tenho pejo em dizer que essa iniciativa nasceu morta.
    Millôr Fernandes, certa vez, ao lembrar todo o esforço que é necessário para o aprimoramento intelectual, observou que, apesar de tudo "o domínio do óbvio está ao alcance de qualquer um". E a mediocridade, salvo honrosas exceções, grassa na maioria das bibliotecas da RME/BH.

    Halem Martins de Souza E.M.L.A


    * retirado do artigo Livro,objeto do desejo, de autoria das professoras Ivete Walty e Maria Zilda Cury, publicado na revista Presença Pedagógica n.12 1996

    terça-feira, 31 de maio de 2005

    DIRETOR DO SIND-UTE BETIM FURA GREVE EM BH?

    DIRETOR DO SIND-UTE BETIM FURA GREVE EM BH?A propósito do Sind-UTE Estadual e de sermos um só sindicato (sindicato único): na última assembléia fui informada que colega DIRETOR do Sind-UTE sub-sede Betim, que É também da RME BH, FURA A NOSSA GREVE. Está trabalhando normalmente, como se nada estivesse acontecendo....Explicando melhor: o cidadão é diretor do Sind_UTE (em Betim) e fura greve em BH onde também leciona. Precisamos apurar isto. SOMOS OU NÃO UM SÓ SINDICATO??? EXPLICAÇÕES. URGENTE!!!!PS: Se não aparecerem explicações (convincentes), publicarei o(s) nome(s) do(s) suposto(s) envolvido(s).

    Prazo: 72 horas.

    DIRETOR DO SIND-UTE BETIM FURA GREVE EM BH?

    A propósito do Sind-UTE Estadual e de sermos um só sindicato (sindicato único): na última assembléia fui informada que colega DIRETOR do Sind-UTE sub-sede Betim, que É também da RME BH, FURA A NOSSA GREVE. Está trabalhando normalmente, como se nada estivesse acontecendo....Explicando melhor: o cidadão é diretor do Sind_UTE (em Betim) e fura greve em BH onde também leciona. Precisamos apurar isto. SOMOS OU NÃO UM SÓ SINDICATO??? EXPLICAÇÕES. URGENTE!!!!

    PS: Se não aparecerem explicações (convincentes), publicarei os nomes dos supostos envolvidos.

    Prazo: 72 horas.

    quarta-feira, 25 de maio de 2005

    Por que desvalorizar o que valoriza a vida?

    Por que desvalorizar o que valoriza a vida?

    A arte de educar e de se reeducar: transpondo barreiras historicamente construídas

    A educação transforma e valoriza as formas de pensar e agir das pessoas, bem como faz com que elas se repensem e passem a ser cidadãos até mais críticos.
    No entanto, uma tendência atual do profissional da área educacional é exatamente retrógada, pois existe de forma silenciada uma baixa auto-estima e a desvalorização despercebida da profissão que é: pensar na profissão e nos profissionais como falidos e decadentes. Existem falas que reforçam pensamentos negativos acerca da profissão na àrea educacional,como pensar que todo ?professor ganha mal mesmo?, e ?se você quiser ganhar dinheiro tem que procurar outra profissão?, ou ainda ?eu só estou nesta profissão porque gosto e já sabia que iria ganhar mal por toda a vida.?
    Estas falas são típicas de uma reprodução social e de cunho político que há anos vêm desvalorizando o cerne da sociedade, a educação. E o que tem acontecido? Bem, diante de tais atrocidades e de uma sociedade extremamente capitalista alguns jovens que se interessavam pela profissão são desmotivados pelos familiares e por amigos a procurarem outras profissões que os valorizem e que remunerem com mais dignidade seus profissionais. Desta forma, o que deveria ser mais valorizado neste país:a educação, pois é pela e através dela que se busca dar oportunidades e desmistificar as relações de diferenças sociais acentuadas é deixada à mesmice,ao desmazelo,é ?sucateada?.
    Renegamos o que deveria ser essencialmente de qualidade para crianças,o ensino e a a construção de um real conhecimento que complementa o ?saber do mundo? que estas possuem e trocam em seu meio social. Elas precisam da escola e de seu ensino para suas vidas e nós juntamente com o poder público,sendo cúmplices desta parafernália pedagógica transformamos tudo numa ?brincadeira de faz de conta?,como reafirma Werneck dizendo "eu finjo que ensino enquanto você finge que aprende".Porque na realidade o pouco que se investe no país é no ensino,a educação sempre fica para segundo,terceiro,qurto,quinto,etc...planos.O ensino na educação infantil na rede pública não possui uma proposta efetiva nas escolas e nem ao menos materialidade específica para atividades que contemplem a corporeidade.A educação denominada como ensino básico,o 1° e 2° ciclos do ensino fundamental que enfocam a alfabetização e o letramento possuem infindos problemas de todas as ordens,cuja falta de recursos ainda vem sendo o fator limitante da prática pedagógica cotidiana da maior parte dos profissionais.Já o 3° ciclo sofre com tantos problemas,inclusive com a demanda diversificada,o ensino denominado para ?Todos? e com pouquíssimos recursos,e além do mais com infinitos problemas de indisciplina escolar.O ensino superior brasileiro é em sua maioria para os alunos que estudaram em escolas particulares,que têm uma ?boa base? porque os que cursaram um ensino básico na rede pública na maioria das vezes de péssima qualidade não conseguem transpor às barreiras da prova de vestibular super concorrida nas universidades federais brasileiras.
    Então um ensino em que não se investe num educador que precisa ter capital para fazer cursos, palestras, comprar coleções de livros, ter computador e internet para pesquisas em casa,ter boas condições de trabalho com materialidade e recursos só pode ser um ensino fraco,mas muitas vezes fazemos os denominados ?milagres do improviso? e nos responsabilizamos por tudo,ou quase tudo,que omitimos o fracasso e tentamos mais uma vez interpelar os teatros da vida diária.
    Como por exemplo quando não temos um professor substituto que o governo deveria pagar por ele vamos lá e substituímos o poder público para não prejudicar tanto os alunos,e prejudicamos ainda mais dando aulas improvisadas,sem planejamentos,sem material adequado,dentre outros,ou trazemos materiais de casa ou compramos com o nosso próprio dinheiro o que o governo deveria enviar para um trabalho de qualidade,e não temos reuniões pedagógicas ou o direito de fazê-las para discutir e conectar todo o trabalho da escola,na busca da qualidade pedagógica,do ensino ministrado,etc.E nós educadores estamos ganhando pouco,com salários baixíssimos, tão pouco que mal está dando para sobreviver, e o poder público ainda exige ensino superior para todos os professores, certamente porque precisa ter números de profissionais formados,com curso superior para repassar e mostrar para o exterior trabalhadores da educação com formação superior,denominada de qualidade,e ganhar um "dez",mais uma farsa.Que qualidade é essa?Devemos pensar qual é a concepção de qualidade para o poder público, às vezes estamos nós mais uma vez equivocados.
    Acredito que também temos ?culpa no cartório? como diz o ditado popular pois estamos enquanto categoria nos deixando levar por tantos vai e vem,estamos participando de tantas políticas públicas falseadas,tantas teorias pedagógicas falidas,tantos métodos ultrapassados,tantos, tantos...que o que estamos mesmo precisando é de valorizar nossas atitudes coletivas e nos valorizar enquanto profissionais que buscam e visam um ensino público de qualidade neste país.E neste sentido buscar unir nossas forças para manter discussões políticas e desmentir uma mídia que quer provar e dizer para as famílias,para o povo brasileiro novamente ?mentiras?, o que muitas vezes não está acontecendo no espaço escolar. Priorizar sempre a união e parceria com companheiros de profissão e ao mesmo tempo repudiar atitudes de rigor negativista no ambiente de trabalho são atitudes de verdadeiros educadores. Uma profissão na área da educação não pode ser comparado a um amor mal correspondido, temos que amar nossa profissão e ser amados também,com uma correspondência quase que biunívoca,pois não adianta pensarmos sozinhos,querermos sozinhos,buscarmos sozinhos...
    Vanessa Quaresma Costa

    Pedagoga, psicopedagoga e coordenadora pedagógica da PMBH