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quinta-feira, 9 de março de 2006

Neoliberal de esquerda

Neoliberal de esquerda

CARLOS ALBERTO SARDENBERG

Já foi mais charmoso no tempo do socialismo, mas no Brasil de hoje é assim: ser de esquerda é propor menos superávit primário. Parece, mas não é tão estranho.

Superávit primário é a economia que o setor público faz para pagar juros. O governo recolhe os impostos e sai gastando com o funcionamento da máquina, pagamento de salários, benefícios previdenciários, bolsas e investimentos. O que sobra é o superávit primário, que se destina a pagar juros e reduzir a dívida pública.

Portanto, se um governo endividado não fizer essa economia, simplesmente dará o calote. Ou produzirá inflação, ao emitir dinheiro para cobrir as despesas, inclusive a financeira. Ou ainda aumentará a dívida, tomando empréstimo novo, a juros extorsivos, para pagar juro de empréstimos antigos.

O Brasil já trilhou esses três caminhos ? equívocos que deixaram os três títulos mundiais: de juros altos, de gasto público elevado e de carga tributária exagerada, isso no torneio das nações emergentes.

Desde 1999, no governo FHC, instalou-se o tripé de uma nova política econômica: metas de inflação, câmbio flutuante e metas de superávit primário, combinação então considerada neoliberal pelo PT. Na campanha de 2002, pressionado pela crise de confiança, Lula assumiu o tripé.

Ganhou e cumpriu, até surpreendentemente: fez superávit superior ao do governo FHC. Também manteve firmes os outros dois lados do tripé. O dólar flutuou para baixo e os juros subiram para conter a inflação.

É evidente que quanto maior o superávit primário menos dinheiro sobra para o governo gastar em todas as outras coisas. Ou seja, o governo Lula fez exatamente o que o discurso de esquerda tradicional dizia que não se devia fazer: pagar juros aos credores antes de matar a fome do povo e atender à clientela do setor público.

Como o governo Lula e o PT resolveram a contradição? De duas maneiras. O PT, dizendo que se tratava de emergência, tipo quebra-galho para lidar com a herança maldita. Lula, aumentando o gasto social ? conceito amplo que vai da bolsa família e salário mínimo até a expansão das universidades federais e a contratação de funcionários.

Passados três anos, véspera de nova eleição presidencial e depois do mensalão, a história ficou assim. O PT da esquerda gostaria mesmo de detonar o tripé de política econômica e voltar aos termos dos antigos documentos do PT, o "Ruptura Necessária" e o "Neonacional-desenvolvimentismo". Sabendo que não tem força para isso, propõe o quê? Um superavitizinho bem menor ou nulo, de modo a sobrar mais dinheiro para gastar. E, claro, forte redução de juros, queira ou não o Banco Central.

Lula não poderá prometer, muito menos fazer isso caso se reeleja. Se prometer, perde a condição de líder de esquerda responsável, tão badalado em Londres, por exemplo, e gera outra crise de confiança. A conseqüência seria uma deterioração nos indicadores financeiros ? dólar, juros e risco Brasil em alta.

Mas como se apresentar às eleições e como atender à clientela e à velha alma de esquerda? Simples: aumentando o gasto público. Como aumentar o gasto e fazer superávit primário ao mesmo tempo? Aumentando a arrecadação de impostos ? que subiu espantosos três pontos percentuais do Produto Interno Bruto em três anos. Considerando o PIB do ano passado, isso representa um ganho de arrecadação em torno de R$ 55 bilhões, um dinheirão retirado do setor privado, empresas e pessoas.

A lógica do tripé metas de inflação/câmbio flutuante/superávit primário exige o contrário ? a redução do gasto público. Quanto menor for este, maior será o superávit primário, o que significa a redução mais rápida da dívida pública. Quanto mais rápido cair a dívida, menor será a taxa de juros e, pois, menor a despesa financeira do governo, fechando-se o círculo virtuoso. Cresce a economia e é possível reduzir impostos, já que são menores as necessidades do governo.

Mas não. Lula assume o tripé, meio obrigado, e, para atender o lado esquerdo, desanda a gastar no custeio e no social. Aí precisa de mais impostos e mais superávit. Trava a economia, a dívida pública mal se move e, assim, os juros continuam elevados.

Deu numa coisa tipo neoliberal de esquerda fisiológica. Nenhum país cresce com isso.

Ainda bem.

CARLOS ALBERTO SARDENBERG é jornalista.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Ruídos em escolas deixam especialista em alerta

(...) Pesquisa feita pela Secretaria Municipal da Saúde em escolas da rede pública de SP, sob a supervisão da fonoaudióloga Claudia Taccolini Manzoni, registrou índices surpreendentes.
Ao comparar com o nível recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uma sala de aula (de 35 a 45 decibéis), a diferença é mais que o dobro: de 78 a 92 decibéis (...) Clica Aqui e veja toda a matéria

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

MAIS VIOLÊNCIA

Professores da Escola Municipal Daniel Alvarenga, em Santa Luzia, na Grande BH, assustados com a violência de alunos repetentes. Bem mais velhos que os outros, são responsáveis por agressões não só aos alunos mais novos, mas também a professores, e ainda por promover badernas na escola. Chegam a fazer xixi nos bebedouros. Não são denunciados porque a diretoria teme por atos de vingança, mas que atrapalham a vida de quem quer assistir as aulas e realmente aprender, e também de quem quer dar aulas, lá isto atrapalham demais.

fonte Belo Horizonte, MG, Brasil, Terça-Feira 21/02/2006 jornal HOJE EM DIA


Colegas, enquanto isto acontece em toda a grande BH, ficamos somente participando de seminários sobre inclusão e escola plural. Pode?

Prof. Geraldinho - IMACO - noturno.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

CAMPANHA 2006

PROPONHO UMA CAMPANHA PARA RECEPCIONAR OS CANDIDATOS PETISTAS, PCDOBISTAS E TODOS QUE COMPÕE A BASE DE APOIO DE PIMENTEL. QUANDO ELES NOS ENVIAREM CARTINHAS PEDINDO VOTOS, DEVOLVAM AO CARTEIRO PEDINDO QUE REENVIEM AO REMETENTE. PODEMOS TAMBÉM ESCREVER ALGUMAA FRASE NO ENVELOPE, DIZENDO O MOTIVO. ALGO DO TIPO - DEVOLVIDA POR DIVERGÊNCIA IDEOLÓGICA; OU INCOERÊNCIA CRÔNICA; OU POR INCOMPATIBILIDADE POLÍTICA OU ALGO SEMELHANTE. DEVEMOS ESTENDER A CAMPNHA AOS DA DIREITA TAMBÉM CORRUPTA E EXPLORADORA. CREIO QUE AQUELES QUE NOS ESQUECERAM DURANTE TODO O MANDATO DE PIMENTEL, NAS CAMPANHAS SALARIAIS INCLUSIVE, DEVAM SER LEMBRADOS E NOMINADOS:

NEUSA SANTOS, ARNALDO GODOY, ROGÉRIO CORREIA, NEILA BATISTA, TARCÍSIO CAIXETA, PAULÃO, CARLÃO, .....COMPLETE A LISTA E ENVIE PARA OS SEUS CONHECIDOS....

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Nem os petistas aguentam o PT

Ora, ora, ora....nem os petistas aguentam mais a política autoritária do... PT. Fiquei sabendo que a Helena Amorim agora é ex- presidente do Conselho Municipal de Educação. Ela, que foi indicada pelo Pimentel para presidência, pediu para sair por não concordar com a política autoritária de Pilar e Cia. Agora é assim, nem o PT não se aguenta mais.....

Nem os petistas aguentam o PT

Ora, ora, ora....nem os petistas aguentam mais a política autoritária do... PT. Fiquei sabendo que a Helena Amorim agora é ex- presidente do Conselho Municipal de Educação. Ela, que foi indicada pelo Pimentel para presidência, pediu para sair por não concordar com a política autoritária de Pilar e Cia. Agora é assim, nem o PT não se aguenta mais.....

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"RSS é um formato baseado na linguagem XML cada vez mais utilizado para a distribuição de conteúdos. Com o RSS é possível reunir em um único ambiente conteúdos produzidos por diversas fontes, sem a necessidade de acessar cada um dos sites responsáveis por eles.

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Boas opções de leitura sobre RSS, incluindo endereços para leitores de RSS, gratuitos ou não, estão disponíveis no site da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia."

Fonte: RSS do Estadão.com.br

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

OITAVO E OUTROS NÚMEROS.....

Hoje é dia 07 de fevereiro de 2006. Quarto dia letivo no IMACO. Após escrever vários textos falando da violência na RME e ter denunciado em vários espaços e fóruns a política de engana bobo da PBH / SMED, que finge que não vê os fatos acontecendo na ponta do próprio nariz e busca resolver as questões de insegurança nas escolas com hip-hop e palestrinhas, fico sabendo de mais uma FANTÁSTICA intervenção do executivo municipal: fizeram uma cartilha, que ensina que devemos chamar a polícia ou a guarda municipal em casos de agressão, ao patrimônio, aos servidores ou aos estudantes. Aeeeé??? Novidade né sô? Ninguém sabia disto e a cartilha veio mesmo a calhar. Antes dela todo mundo que apanhava de aluno ou era ameaçado ficava chorando pelos cantos escondido para não apanhar de novo.....Agora sim, vai tudo melhorar. Era o que faltava. Após os caderninhos 1,2,3,4,5...da Escola Plural, começou a era das cartilhas da Escola Pau no Freire. Deu pau n@ professor(a), chama a guarda, chama os homi e tudo se resolve.
Tenha dó.....Onde estão as políticas de prática de esporte nas escolas? Cadê a saúde desta cidade tolinha? Onde está uma política séria de capacitação de docentes e de outros servidores? Onde fica a política de valorização dos educadores e educadoras? Onde está nosso salário, que por coerência devia a ser o oitavo do mundo? Quando faremos uma discussão séria sobre a educação do município, que nos possibilite intervir efetivamente, eficazmente na educação pública, sem a sombra da política eleitoral e eleitoreira?

Da forma como está, eu não apostaria um dos meus caderninhos da escola plural de que não acontecerá outra tragédia nas escolas da RME até o meio do ano....

E a propósito de educação e de escolas: tem uma multidão de assessores, de gerentes, de G isso, G aquilo, que não entra em uma sala de aula faz anos....que legitimidade este pessoal tem para falar da escola de 2005/2006, se desde o século passado este pessoal não leciona? Conheço uma Gerente de Educação que não dá aula há mais de uma década. Tem sindicalista também, mas esta é uma outra - e hilária - história....

EDUCADOR, segundo Aurélio Buarque de Holanda é aquele que EDUCA, não aquele que EDUCOU um dia. Da mesma forma, PROFESSOR é aquele que professa ou ensina uma ciência, uma arte, uma técnica. PROFESSORA é a mulher que ensina ou exerce o professorado. Note os verbos no presente. Não admitem dúvidas: os que gerenciam a educação municipal hoje, não são educadores, nem professoras ou professores. São burocratas defendendo o aparelhamento do estado pelo(s) seu(s) partido(s) político(s).

Como garantir qualidade e segurança na educação pública se a manutenção do cargo de confiança é a prioridade? Lutemos hoje e sempre, por uma nova cultura no serviço público, onde os cargos de confiança sejam de confiança da população e não do governante de plantão, onde o interesse público seja prioridade e não os interesses dos gabinetes da secretária ou do prefeito.

Termino com uma pergunta: alguém DE(s)CONFIANÇA sabe me responder onde o OITAVO PREFEITO DO MUNDO enfiou os R$29.098.928,77 (VINTE E NOVE MILHÕES, NOVENTA E OITO MIL, NOVECENTOS E VINTE E OITO REAIS E SETENTA E SETE CENTAVOS) que ele afirma ter gasto no gabinete até dia 29/09/2005? Fonte : DOM - Nº: 2.455 - 29/09/2005.

PS 1 : Quantos GABINETES odontológicos daria para instalar e manter com esta módica quantia? A população desdentada e cariada de BH agradeceria muito ao senhor Oitavo Damata....

PS 2 : E ainda faltam os gastos do 4o bimestre de 2005! Depois vou incluí-los!!!
Prof. Geraldinho ? IMACO ? Terceiro Turno.

terça-feira, 20 de dezembro de 2005

CONGRATULAÇÕES MISTER MAYOR

CONGRATULAÇÕES MISTER MAYOR. Puxa, o 8o. melhor prefeito do mundo! Realmente, sua excelência terá um FELIZ NATAL. Quem somos nós, heim? Simples funcionários públicos... O que será que devemos fazer para garantir que sua excelência continue entre os 10 melhores. Oitavo lugar está bom, mas seria muito melhor se fosse o 1o. Mas cremos que sua excelência é humilde o suficiente e considere este oitavo seu sucesso! É uma honra para nós ter nosso prefeito entre os 10 melhores do mundo! Sabe, Senhor Pimentel, gostaríamos que o sua excelência tivesse realmente um FELIZ NATAL. Mas o nosso não sei não... vai ser difícil alguém nos desejar FELIZ NATAL... A população de Belo Horizonte sabe que vai ser difícil... Ninguém é bobo, Mister Mayor! Se sua excelência tivesse cumprido a palavra, mas homem sem palavra é duro de tolerar. Prometeu-nos um abono de dois salários mínimos agora no final do ano, mas não deu, né, Mister Mayor... Será que quem o elegeu sabe disso? Será que quem o elegeu sabe dos mandos e desmandos da SMED nas escolas municipais? Puxa, Mister Mayor, oito avos não nos deu e oitavo te deram... entenda quem quiser entender...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Contra essa Política Educacional do Desmando da PBH e do PT

Eu acho que devemos nos empenhar em valorizar a carreira do professor público trazendo esses textos (Bill Gates está conosco!) para discussão em sala de aula. Não somos simples empregados de uma empresa pública, temos um viés político que nos permite e nos convoca a apontar caminhos para a educação. Contudo ,a prefeitura nos retirou o poder de decidir as regras que os alunos devem seguir e adotou a práxis do varrer todo tipo de problema para dentro das escolas. Além disso, se empenha em arrochar nosso salário conjuntamente com uma "política" de descrédito e desqualificação do professor com a desculpa de adotar práticas que pretenderiam reduzir as discriminação racial, sócio-econômica, supostamente reproduzidas apenas pela escola. Como se a mureta das escolas públicas pudessem deter as imensas dunas da histórica desigualdade racial e social. Entregar à escola e somente a ela, essa incumbência, não passa de uma desculpa para instituir uma república do faz de conta, onde escolas são pretensos açudes, pocilgas que encobrem e agravam o flagrante areal que são o esforço de aquisição e de produção do saber no país. Isso aprofunda nossa dependência externa e expõe o cidadão a condições de trabalho mais e mais servil, além de não permitir uma reação empreendedora que poderia amenizar os efeitos de um mundo cuja economia caminha no sentido de extinguir postos de trabalho. É nesse sentido que concordo com Bill Gates, quando valoriza o trabalho dos professores americanos. O PT, no intuito de manter-se no poder com um perverso projeto de submeter as famílias às esmolas do governo, faz o contrário, e mina a autonomia da população em adquirir condições de decidir, com autonomia, o seu destino. Assim, as elites brasileiras se limitarão a uma aristocracia parasita, a nomenclatura governamental e um empresariado (se existir) a serviço dos desmandos do "governo" e da especulação financeira, nacional e internacional.Fazer esse trabalho de revitalizar a profissão de professor público é o nosso maior desafio, dadas as péssimas condições a que estamos submetidos, pois isso nos obriga a ter de sobreviver, não restando tempo e forças para enfrentar esse assalto.