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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Readaptação Funcional

Um dos pontos discutidos na reunião de negociação de ontem (16/07) foi a instrução de serviço 001/08, que esabeleceu critérios para a concessão de férias regulamentares aos Professores em Readaptação Funcional, TSE-Bibliotecários e Auxiliares de Biblioteca.Segundo o levantamento da Hélen, gerente de organização escolar, das(os) 643 Trabalhadoras(es) em Educação, em Readaptação Funcional, 86 irão trabalhar, ou seja, a nossa mobilização surtiu um grande efeito.Porém, algumas direções resolveram obrigar 86 Trabalhadoras(es) em Educação, em Readaptação Funcional, a trabalharem no recesso de julho, mesmo que seja num sistema de rodízio.
  • A Hélen ratificou a orientação do Sind-Rede/BH, ou seja, a direção de Escola e UMEI (chefia imediata) não foi obrigada a exigir o trabalho no recesso de JULHO, somente com sua a conveniência e a necessidade do serviço.
  • A orientação continua a mesma. Estar em Readaptação Funcional não é o mesmo que sair da carreira do magistério, desta forma, o recesso deve ser igual para todas(os) as(os) professoras(es).
  • Se as direções de Escola e UMEI das(os) 86 Trabalhadoras(es) em Educação, em Readaptação Funcional, insistirem que há necessidade de prestação de serviço destas(es) Trabalhadoras(es) em Educação deverá ser solicitado por escrito um documento descrevendo as atividades a serem desempenhadas neste período. De posse deste documento veremos o encaminhamento a ser tomado.

Se você está entre as(os) 86 que irão trabalhar entre em contato com diretoria do Sind-Rede/BH

32263142

Wanderson Rocha

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Eleição Escolar 2008

O ano de 2008 é de eleição escolar em toda a rede municipal de educação. Nós, professoras da educação infantil, queremos participar não apenas como votantes, mas também como candidatas. A candidatura foi assegurada no final do ano passado por uma sentença judicial, no entanto não conseguimos garantir a posse das duas professoras eleitas na UMEI Juliana e UMEI Castelo.

Para evitar novo processo judicial caso alguma professora tenha negada sua posse (mesmo sabendo que este ano esta alternativa é mais favorável do que era há dois anos), estamos procurando um acordo com o governo. Já tivemos uma primeira reunião com o Márcio Dutra que se posicionou favorável a este acordo, no entanto ainda não conseguimos marcar nova reunião, apesar da nossa insistência.

Estamos procurando a Neusinha Santos para que ela intervenha nesta questão, pois foi ela quem conseguiu nossa primeira reunião com o Márcio Dutra. Iniciamos telefonando e conversando com várias pessoas do gabinete. Como não deu resultado, fomos 5 professoras à câmara solicitar pessoalmente uma reunião com ela. A Elenir e a Margareth (assessoras) ficaram de dar resposta ontem, mas não deram. Liguei ontem e hoje diversas vezes, e nada.

Enquanto isto, estamos com um projeto (1699/08) tramitando na câmara para "regularizar" a candidatura das professoras da educação infantil (assegurar na lei das eleições escolares o que já foi garantido pela sentença judicial, e na lei 9154/06).

Esta questão é uma das prioridades da educação infantil no ano de 2008. Por isto, as professoras apontaram no último Coletivo da Educação Infantil a disposição de uma greve no segundo semestre caso não haja um acordo com o governo para garantir a candidatura e a posse das/os eleitas/os.

Gostaríamos de contar com a colaboração de vocês nas nossas próximas ações. Primeiro, enviem e-mails para a Neusinha solicitando a marcação de uma reunião da educação infantil sobre as eleições escolares de 2008. O e-mail é neusinhasantos@cmbh.mg.gov.br . Quem tiver um tempinho, ligue para lá também. O telefone é 3555-1149 ou 3555-1150. É só perguntar se já marcaram a reunião com as professoras da educação infantil. Se alguém obter resposta favorável, avisem para a gente por e-mail thaistlacerda@hotmail.com ou liguem para o sindicato 3226-3142.

Outra ação importante é, ao montarem as chapas para disputar as eleições, convidem professoras da educação infantil para discutir a formação, pois precisamos deste espaço para candidatar e assegurar este direito. Sabemos de várias UMEIS que tem nomes para indicar para as escolas núcleo.

Provavelmente teremos uma audiência pública chamada pela comissão de educação e cultura para discutir o projeto 1699/08. Precisamos encher a câmara como já fizemos outras vezes. É importante que vocês participem também quando o projeto for à plenário.

Abraços,
Thaís

terça-feira, 15 de julho de 2008

MANIFESTAÇÃO READAPTAÇÃO FUNCIONAL

Companheiras e companheiros,

Lembramos a todas/os que no dia 16 de julho, às 15 horas, no 7º andar da SMED, haverá uma 'Manifestação para acompanhar a Comissão de Readaptação Funcional', em reunião agendada para este dia.

Direção Colegiada do Sind-REDE/BH

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Em defesa das(os) Trabalhadoras(es) em Educação, que estão em Readaptação Funcional!

Defenda as(os) Trabalhadoras(es) em Educação, que estão em Readaptação Funcional!

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A PBH implementa mais um ataque à nossa categoria, em pleno final de semestre, e precisamos dar uma resposta imediata.Foi encaminhado às escolas uma instrução normativa estabelecendo os critérios para a concessão de férias regulamentares aos servidores vinculados à Rede Municipal de educação para quem está em readaptação funcional, TSE-Bibliotecários e Auxiliares de Biblioteca.Tal instrução normativa deixou a critério da chefia imediata estabelecer os recessos escolares, de acordo com a conveniência e a necessidade do serviço.Em reunião realizada no dia 10/07, quinta-feira, às 9h, as(os) Trabalhadoras(es) em Educação, que estão em Readaptação Funcional, aprovaram as seguintes deliberações:

  • O Sind-Rede/BH recomendar que as direções de escola dêem recesso a quem está em Laudo Médico neste mês de Julho, de acordo com o artigo 2º da Lei Orgânica do Município de Belo Horizonte;

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  • Retomar a pesquisa de Laudo Médico: quantos são nas escolas, e etc.;
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  • Onde não for possível a garantia do recesso, solicitar uma declaração escrita da direção da escola explicando os motivos da obrigatoriedade de se trabalhar;
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  • Manifestação para acompanhar a Comissão de Readaptação Funcional emreunião agendada para o dia 16/07, às 15h, no 7º andar da SMED;
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  • Os professores em readaptação funcional atuarem como representantes de escola, onde não houver representante;
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  • O Departamento Jurídico analisar a possibilidade de uma ação contra a PBH por tratar os professores em readaptação funcional como o pessoal do Quadro Administrativo, alterando o tempo de aposentadoria, o período de férias e retirando o recesso, entre outras ações.
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Obs.: É importante divulgar e convocar as(os) Trabalhadoras(es) em Educação para esta manifestação.
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A luta é nossa e somente com mobilização barraremos esta instrução!
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Aurelícia e Wanderson Rocha

quinta-feira, 10 de julho de 2008

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO GRATUITO

Companheiras e companheiros,

amanhã é o último dia de inscrição para o CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DESIGN INSTRUCIONAL PARA EaD VIRTUAL: TECNOLOGIAS, TÉCNICAS E METODOLOGIAS
e no dia 18/07/2008 encerram as inscrições para o CURSO DE GESTÃO DE PESSOAS EGESTÃO DE PROJETOS SOCIAIS.
Ambos são cursos de pós-graduação da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), através do programa do MEC -Universidade Aberta do Brasil(UAB).
Taxa de inscrição para processo de seleção: R$30,00
Taxa de matrícula por disciplina/módulo: R$18,00
Mensalidades: gratuitas para aluno/custeadas pela UAB
Informem-se pelos sites:http://www.ead.unifei.edu.br/
ou através do tel. (35) 3629-1416 ou (35) 3629-1415.

Departamento de Formação do Sind-REDE/BH

Por que é importante se registrar para publicar nesse blog?!!!

Para facilitar a publicação dos professores nesse blog, criei o USUÁRIO: blogdoprofessor . e uma senha para todos. Contudo, isso expõe os artigos aqui publicados a ação de algum espírito de porco, que pode tentar modificar ou apagar os artigos que foram postados pelos colegas. Para evitar isso, trocarei novamente esse LOGIN e a senha.  O objetivo é não permitir alguém, mal intencionado, consiga apagar o que já foi publicado no blog. 

O NOVO USUÁRIO é

profpublico@operamail.com

e a SENHA é a mesma: blogprof

Contudo, aquele que desejar se precaver da possibilidade de que seu artigo seja apagado ou modificado no futuro, poderá  se cadastrar nesse blog, a fim de que possa publicar com USUÁRIO: e SENHA próprios.


PUBLIQUE AQUI COM SEU PRÓPRIO LOGIN E SENHA
Quer publicar como AUTOR REGISTRADO desse blog ? (clique aqui)


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Esclarecimentos sobre as publicações nesse blog

Pelo que entendi, o texto publicado aqui (clique aqui para ver)  supostamente publicado pelo Carlos (veja sua reclamação), não é de sua autoria, sendo a responsabilidade por essa afirmação da autoria de alguém ligado ao movimento citado. Carlos, se quiser pedir que eu retire esse texto ou coloque uma nota na sua introdução, faço isso imediatamente. O problema que enfrento nesse blog é que tive de criar um login e senha para que as pessoas pudessem publicar anonimamente e não tivessem de se inscrever para publicar seus textos -

  • uma vez que professores não têm tanto tempo para fazer isso ou não sabem fazê-lo ou têm preguiça (no bom sentido, acho que nem todo mundo, mesmo sendo professor, tem obrigação de saber informática) e até eu assumo essa batata quente sozinho (já levei muita pressão institucional por essa minha atitude) mesmo sabendo que poderia dividir com outros, mas acho que esse movimento deve se construir se impondo pela sua abertura a manifestação de muitas vozes (evidentemente civilizadas) sem maiores censuras.

Como exemplo, eu, Woodson, particularmente, sou contra publicações aqui de textos institucionais como vem sendo feito! O blog é para os indivíduos se manifestarem e não para fazer propaganda de correntes sindicais, políticas, pessoais, etc.. Contudo não vou restringir isso porque esse blog deve refletir também nossas limitações e contradições dentro dos parâmetros da civilidade. Particularmente acho os movimentos sindicais (e as pessoas que levam esses movimentos, portanto seus discursos e práticas) muito anacrônicos e foi em razão disso que criei esse blog, para criar um ambiente de discussão aberto e isento para questões relacionadas a nossa classe. Esses textos dos movimentos dão a impressão de temos ligação ou que esse blog e o grupo de professores que aqui publicam têm alguma filiação específica, coletiva, que não existe, problema que o Carlos está enfrentando com a falsa autoria da publicação (que denunciou aqui) e que devemos evitar (aliás isso é coisa comum na Internet)!

Grande abraço e me escrevam, 

Woodson Fi0rini

OBS: Existe um e-mail para reclamações no blog e o mesmo no grupo de discussão. Toda vez que tiverem reclamações, façam. Os seus comentários também me são enviados e leio-os regularmente!

Nem o grupo e tampouco o blog são moderados ou passam por uma checagem ou censura prévia (não teria tempo para isso). São vocês, integrantes desse movimento virtual que devem fazê-lo e posso até dar o status para alguns que o façam, efetivamente, esse papel de moderação do blog e do grupo. Quem se habilitar me escreva ( o e-mail está ao lado)!!!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

ESCLARECIMENTO SOBRE PUBLICAÇÃO NESSE BLOG

Prof.Geraldinho,

Com respeito ao seu comentário excluido na publicação
Medo na sala de aula (Reportagem do Correio...)- D...   confesso que tenha excluído um comentário na primeira vez, mas não me lembro por que o fiz, nem lembro se era o seu. Talvez por acidente! Lamento, não costumo fazer isso! Se quiser tornar a publicar seu comentário, cuidarei para que ele fique preservado.
Como todos que postam comentários e publicam  aqui têm acesso ao login e senha BLOGDOPROFESSOR, qualquer um pode excluir comentários de quem se loga assim.
Nesse caso, não fui eu quem excluíu o comentário.
Vou verificar mais a fundo o que ocorreu e proponho aos colegas que quiserem ter seus comentários mantidos aqui sem interferências de radicais que não respeitam o contraditório e nem permitem que outros vejam esse contraditório, passem a postar nesse blog com seus próprios logins.
Para isso, basta se cadastrar no google quando estiver publicando e usar o próprio login e senha ou clique aqui
  • Quero ser AUTOR (clique aqui)


  • ou em

    "Quero ser AUTOR(clique aqui)"  no quadro PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM no alto da coluna direita do blog. Ao fazer isso um e-mail me será gerado e se enviado, farei um convite para que vc possa publicar com seu próprio login (isso impede que outras pessoas possam apagar seus comentários e publicações) a não ser o administrador (no caso EU)

    quinta-feira, 13 de março de 2008

    Cores da terra para pintar casas

    Para assistirem reportagem do projeto Cores da Terra no programa
    > Globo Rural acessem o link abaixo ...



    http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM779518-7823-PROJETO+RESGATA+USO+DA+TERRA+NA+PINTURA+DE+CASAS,00.html

    Mensagem enviada por Anor Fiorini de Carvalho (meu irmão)

    segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

    Cultura da repetência e a prática do professor !!!!

    Tenho lido muitos artigos e visto muitos depoimentos sobre a escola pública, que, embora avaliem de forma equilibrada os problemas que elas apresentam, escamoteiam, no âmago de sua argumentação, preconceitos ao fazer o diagnóstico desses problemas. Eles têm sido mais deletérios ao processo de educação das classes menos favorecidas que qualquer prática excessiva de repetência.

    O primeiro preconceito parte da idéia de que é o professor que não sabe lidar com os problemas dessa classe popular, muito menos com os dos negros e que sua prática só reproduz todo tipo de preconceito racial e social. Esse argumento coloca o professor no paredão das políticas públicas e o responsabiliza pelas mazelas do fracasso de pobres e negros. Segundo esse fundamento, a raiz do problema está no fato dos professores reproduzirem a prática social, maculando alunos negros e pobres, ao dar maior atenção aos “arianos” e abastados. Partem da idéia de que as disciplinas que são ministradas nas escolas têm sua origem e fundamentação européias e, por isso, os professores reproduzem e impõem um conhecimento e cultura inadequados às camadas populares, impossibilitando a elas assimilar esse tipo de conhecimento. No entanto, esse argumento contém o mesmo preconceito racista e elitista que se pretende combater, pois ele permanece aí, só que às avessas, já que parte da idéia de que o conhecimento de uma dada cultura é melhor ou pior que de outra, que é mais adequado ou não a uma dada população, como se a cultura não fosse dinâmica e os povos não pudessem se defender, se adaptar, se misturar, assimilar outras culturas e serem assimilados por outros, se transformarem.

    O segundo preconceito mascara o significado de “materialidade”. A questão da ausência de “materialidade" nas escolas é tomada como falta de "material": equipamento, insumo (papel, Xerox, etc.). Materialidade é uma coisa e material é outra. Ambos são importantes, mas a “materialidade” se refere ao USO ADEQUADO não só do “material” como também de outros recursos pedagógicos. Dar material escolar, instalar um laboratório de informática na escola de nada adianta se não se investe na materialidade: no uso eficiente desses recursos por um longo prazo, de forma constante, sem interrupções, para fins pedagógicos, de educação e ensino. De nada adianta ter professores suficientes, quando eles estão sempre adoecendo, ou ter laboratórios de informática deficientes e que não se saiba como usá-los.

    O terceiro e mais perverso preconceito é esse o que considera o mau desempenho do aluno pobre e ou negro como fruto único de sua condição social (como se o cérebro desses alunos e sua capacidade cognitiva fosse prejudicado pela sua condição social). O fato de se querer eliminar, pura e simplesmente, a repetência, está no fundamento desse preconceito, como se a REPETENCIA fosse a causa e não o sintoma do problema. Elimina, sim, os custos e o investimento em educação que sobra para a corrupção ou para aventuras “pedagógicas” momentâneas e sem sentido.

    Vamos rever de uma vez por todas esses problemas:

    Quem deve e sabe lidar com os problemas dos alunos, bem ou mal, são aqueles que sofrem com esses problemas todos os dias, no trato diário com eles. Não são esses teóricos, ora economistas, membros da comunidade, jornalistas, o chefe de uma torcida de futebol etc. – pedagogos de plantão – que pouco contato têm com os problemas e sua natureza e sabem bem menos sobre essa realidade que os professores. Ouvir o professor deveria ser a primeira medida, por mais distorcida que seja a visão dele, pois é ele que pode e precisa compreender os problemas, senti-los, avaliá-los e tomar, instantaneamente, as medidas mais imediatas e adequadas para sanar o que está acontecendo com o aluno. Não é perfeito, mas é bem mais recomendável que ter o mesmo parâmetro de conduta para todos os casos e situações, sem olhar as especificidades e demandas da escola, do aluno ou da comunidade a que ela serve.
    Essa proposta pedagógica, que eliminou a REPETÊNCIA, retirou, também, os professores do processo pedagógico da escola. Ele não é mais aquele que promove e avalia o aprendizado do aluno e ninguém mais o faz. Os provões só atestam o fracasso quando nada mais pode ser feito pelo aluno É como se quisessem que as doenças deixassem de existir só porque os médicos que as poderiam diagnosticar e tratar não pudessem mais fazê-lo. Um modelo como esse, que retira do profissional a autoridade de diagnosticar e atuar, seja na medicina, na educação, onde for, jamais poderá dar conta dos problemas que se pretende enfrentar. Em informática, por exemplo, não se podem eliminar os “vírus”, a fraude, os problemas de segurança da Internet, simplesmente impedindo que os profissionais da competentes avaliem os sistemas conectados, obrigando-os aprovar a todos.
    É isso que se está fazendo quando a gente promove o aluno que não está adequadamente formado. Os pais e o próprio aluno não ficam sabendo que ele está tendo uma péssima formação e que não estão se empenhando suficientemente (cobrando de si, da escola e do governo). Então, o que falta é re-incluir o professor no processo para incentivá-lo a diagnosticar e buscar soluções e não – A SOLUÇÃO: NÃO REPETÊNCIA – para os problemas como querem nos fazer acreditar que seja possível acontecer. É preciso investir pesado na "materialidade", através de um programa de formação, com profissionais especialistas para lidar, diariamente, de dentro da escola, com cada aspecto do problema educacional, como se faz nas classes mais abastadas: aula de reforço, extra turno, quando é identificado um problema de aprendizado numa disciplina específica, ou o encaminhamento imediato do aluno, ou dos pais, mesmo de um professor para um atendimento de um médico ou de um profissional especialista, quando um problema social, físico ou psicológico for identificado. Não é ficar, como se tem feito, varrendo os problemas para dentro de sala de aula, obrigando o professor a resolvê-los, fazendo de conta que o aluno tem desempenho ruim só porque é negro ou pobre e a cultura que ele traz para a escola nunca é levada em conta pelo professor. Esse argumento é mais uma forma de esconder o fato de que esse aluno fracassa mais que os alunos das classes mais abastadas porque não tem acesso aos mesmos recursos.
    Ser alvo de tanta experimentação (como se os meninos fossem ratos em laboratório) e de tantas controvérsias estúpidas (como se os alunos pudessem esperar que os “teóriOcos” decidissem que tipo de escola devemos ter) é que banalizou e destruiu a Escola Pública! Os cargos de supervisão e de gerência educacional ficam quase sempre com aqueles que pertencem ao partido ou coalizão no poder, que dizem amém, sem questionar, à política partidária vigente e dificilmente os cargos ficam com o profissional que conhece e se debruça sobre o problema para tentar entendê-lo e resolve-lo.
    Penso que temos de escolher entre três tipos de escola, dependendo do investimento que pretendemos fazer na escola pública: ou encarceramos todos na escola e excluímos grande parte dos alunos de ter um ensino adequado ou pelo menos razoável, ou deixamos que boa parte deles fracasse e fique de fora e damos um ensino razoável para aqueles que conseguirem se destacar e ou permanecer na escola, ou realmente investimos pesado nas escolas para que todos alunos possam usufruir de um ensino semelhante ou superior ao oferecido às classes que têm condição de pagar escolas particulares.

    Woodson FC