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terça-feira, 12 de setembro de 2006
"Heloísa Helena, a mulher-collor"
Modesta.
Tá aí o Link
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/colunas/gd120906.htm (Woodson)
sábado, 9 de setembro de 2006
Receita Democrática - alternância de poder: não vote nulo, vote contra!
Como socializar o lucro e dividir o prejuízo? A crônica "BEM-VINDA À DIREITA!", embora uma fábula questionável, procura discutir essa dicotomia.
Vou direto ao ponto: a DEMOCRACIA tem uma resposta simples para essa questão ? a possibilidade da alternância de poder. Ela não é perfeita (Não é limpa: como diz o Lula) precisa que nós aprendamos a ter a responsabilidade de limpá-la diariamente, como faremos com o governo dele e infelizmente demoramos a fazer, no passado, com o governo de FHC. É preciso sempre votar contra (radicalmente). Tirar o poder daqueles que não têm coragem de se limpar, pois acabam, com isso, estragando com nossas estradas, com a educação, a saúde, a economia, os nossos jovens, os cidadãos trabalhadores honestos e devolver o poder àqueles outros imperfeitos que se ?antagonizam? à quadrilha no poder. É preciso fazer isso, antes que o PT de Lula ou dos antiLula, a pseudo socialdemocracia de FHC e mesmo o socialismo pragmático da Heloisa Helena inviabilizem um país viável. É preciso fazer isso até pela manutenção e viabilidade das esquerdas nesse país. Ficar o resto da vida tendo que decidir entre o aparelhamento e a estatização tirânica do Estado pelo PT ou a privatização do mesmo e o sucateamento de sua infraestrutura pelo PSDB é de desencantar qualquer projeto viável para esse país. Como o meio termo não existe como alternativa de poder no Brasil - Até a Sociodemocracia é uma direita inviável, e as outras esquerdas são a alterego de uma ultradireita - nada melhor que buscar a alternância do poder entre essas quadrilhas, até que se consiga um meio termo entre um e outro, sem permitir que se perpetue os acordos espúrios entre eles (o mesmo que absolveu o Lula e alguns parlamentares). Aqueles grupos que estão fora do poder executivo têm que se tornar o caçadores desses lobos no poder e logo em seguida, no mandato seguinte, devemos deixar que os caçadores sejam lobos e vice-versa, até que todos se tornem tão frágeis e cordeiros quanto nós, cidadãos honestos (ou semi-honestos). Portanto, vou votar contra e não anular meu voto. Com o mesmo governo por mais de quatro anos não dá para ficar. Oito anos é tempo demais para eles roubarem e esconderem seus roubos do cidadão pagador de impostos.sexta-feira, 8 de setembro de 2006
BEM-VINDA À DIREITA!
BEM-VINDA À DIREITA!
Uma universitária cursava o sexto semestre da Faculdade.
Como é comum no meio universitário, pensava que era de esquerda e estava a favor
da distribuição da riqueza.
Tinha vergonha do fato de seu pai ser de direita e, portanto,contrário aos
programas e projetos socialistas que previam dar
benefícios aos que não mereciam e impostos mais altos aos que tinham mais
dinheiro.
A maioria dos seus professores tinha afirmado que a filosofia de seu pai era
equivocada.
Por tudo isso, um dia, decidiu enfrentar o pai.
Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx,
procurando mostrar-lhe que estava errado ao defender um sistema tão injusto como
o da direita.
No meio da conversa o pai perguntou:
- Como vão as aulas?
- Vão bem, respondeu ela. A média das minhas notas é 9,mas me dá muito trabalho
consegui-las.
Não tenho vida social,durmo pouco,mas vou em frente.
O pai prosseguiu:
- E a tua amiga Paula, como vai?
Ela respondeu com muita segurança:
Muito mal.A sua média é 3,principalmente, porque passa os dias em shoppings e
festas. Pouco
aulas.
Com certeza, repetirá o semestre.
O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou:
- Que tal se você sugerisse aos professores ou ao coordenador do curso para que
sejam
transferidos 3 pontos das suas notas para as da Paula.Com isso,vocês duas teriam
a mesma média.
Não seria um bom resultado para você, mas, convenhamos,seria uma boa e
democrática distribuição de notas para permitir
futura aprovação de vocês duas.
Ela indignada retrucou:
- Por quê?! Eu estudei muito para conseguir as notas que tive,enquanto a Paula
buscava o lado fácil da vida,
coisas que mesma tive de abrir mão.
Não acho justo que todo o trabalho e privaçã que tive seja, simplesmente, dado
a outra pessoa.
Seu pai, então, a abraçou, carinhosamente, dizendo:
BEM-VINDA À DIREITA!!!!
Embora seja uma narrativa pragmática,parece-nos que a significativa militância
festiva que viveu nos DCE's DA's e no meio acadêmico em geral combatendo essa
conduta direitista.
Atualmente faz parte da nova "ELITE POLÍTICA DO BRASIL" grande parte dos
militantes festivos que vem a reboque aparelhando as esferas públicas do poder,
e terceirizando nossos impostos com contribuição partidária,no passado defendiam
um mundo melhor.
Hoje a militância,está nos conselhos populares,nas administrações regionais e
secretarías tematáticas gerências etc,INDIREITANDO seus vencimentos.
Reproduzindo ou clicando Ctrl C e Ctrl V ( COPIANDO ) a receita PETISTA e do PC
do B de governar.
.
Operando o mensalão, refundando o Brasil, dizendo que errar humano,fazendo
acordos e
obviamente achincalhando quem coloca em dúvida tal postura como no passado.
"VOU PINGAR UM COLÍRIO ALUCINÓGENO"
O Mi"ll"intante
sexta-feira, 1 de setembro de 2006
Página do Dimenstein - 1º de setembro
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ou outros tipos de texto (tema:educação) para cidadao@gdimen.com.br
segunda-feira, 28 de agosto de 2006
HORA EXTRA É FACULTATIVA
Os diretores de escola foram orientados pela SMED a solicitar daqueles que optarem por não participar das reuniões pedagógicas que o explicitem por escrito.
Sugiro que NINGUÉM O FAÇA, visto não sabermos para que servirá tal formalização.Em que a PBH poderá utilizar estas declarações?
Hora extra - e não abono - é opção do trabalhador e não somos obrigados a explicitar a razão de NÃO querer realiza-las.
Prof. Geraldinho - IMACO - TERCEIRO TURNO.
"Mãos sujas" - Correio Braziliense - 26/8/2006
Afinal, o que é política? Não somos, por excelência, seres políticos?
Caso todos sujassem as mãos para "fazê-la" a imundície campearia pelo Brasil afora. Da maneira como ele coloca, estamos todos socados em um imenso tambor, regurgitando, e misturando excrementos. Caso o artista esteja falando apenas daqueles que representam o povo, mais uma vez peca. Lembremo-nos que Karl Deutsch conceitua política como "o controle mais ou menos imperfeito do comportamento humano, controle que resulta de hábitos voluntários de aquiescência combinados com a ameaça de uma coerção provável". Vide "probabilidade" e, mais tarde, transgressão. Melhor seria se dialogássemos sobre a "relação poder-propósito-caráter" citada também por Deutsch. Aí, jogaríamos de vez no ralo ?as mãos sujas? e seus donos.
Modesta Trindade
sexta-feira, 25 de agosto de 2006
Errar e perseverar - Jornal O Tempo
José Maria Theodoro
O real sentido da palavra exclusão continuará nos escapando, na prática. Refere-se à situação de marginalização de pessoas ou grupos colocados em desvantagem na luta pela sobrevivência, pela vida.
Ainda que se recorra a uma descrição infinda de formas de exclusão ? gênero, opção sexual, raça, aparência física, nível sócio-econômico ?, o significado nos escapa.
Haverá o horário nobre arbitrando o que se pode e não se pode ver, os ?lobos em pele de cordeiro? tentando nos convencer de que lutam pelos humildes, procurando justificar desvios utilizando-se da cláusula de Sêneca, o filósófico ?errar é humano?.
Muitas vezes essa citação vem junto à frase atribuída a São Bernardo: perseverare autem diabolicum, mas perseverar é diabólico.
Sobejam articulações para perpetrar e perpetuar erros, privilégios, pagamento de convocações extraordinárias nos fóruns deliberativos, compra de votos, licitações fraudulentas, gastos exorbitantes com propaganda eleitoral e outras ações que colocam grande parte da população em filas intermináveis do SUS, na busca de emprego, na mendicância.
Das palavras, o significado não se descola. A exclusão não é uma roupa, mas a pele de quem sente e vive no dia-adia. Uma auxiliar de serviços desabafa: ?As pessoas não querem conversar comigo, não me entendem por causa do meu problema de fala?.
O significado da exclusão também remete às crianças, que sofrem com as zombarias de colegas que as chamam de ?quatro olhos? ou ?baleia?, dentre outros adjetivos; e se agrava a cada minuto da vida, com carências de todas as formas se incrustando, sem mais a vergonha apenas sentida, mas perpetuada.
Exclusão é a covardia de não se colocar no lugar do outro. Já a inclusão não é uma questão de solidariedade mas de respeito, não se limitando a um ano nacional ou internacional, data ou discurso. Não é uma frase de efeito. Descrições, muitas vezes, por mais pormenorizadas que sejam, ainda se distanciam do real.
Leio no jornal que a população de rua cresceu em Belo Horizonte. O número de pessoas que vivem nas ruas aumentou 27% em oito anos.
Triste constatação! Ver alguém morar debaixo de um viaduto é diferente de morar debaixo de um viaduto; a segunda situação envolve recém-nascidos e idosos convivendo com ratos, baratas, formigas e infiltrações, passando fome, enfrentando calor ou frio e outras dificuldades que o passante não sente.
Não somos todos iguais nem perante a lei, nem à vida. Há distinções. Já erramos demais! Impossível perseverar no erro.
Professor e especialista em educação especial
