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sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Bill Gates está conosco! Será que ele se candidata a prefeito da PBH?

O DISCURSO DE BILL GATES



Aqui estão alguns conselhos que Bill Gates recentemente ditou numa conferência em uma escola secundária sobre onze regras que os estudantes não aprendem na escola
Ele fala sobre ?Como a política educacional de vida fácil para as crianças ? tem criado uma geração sem conceito da realidade , e como esta política tem levado as pessoas a falharem em suas vidas posteriores à escola .
Muito conciso , todos esperavam que ele fosse fazer um discurso de uma hora ou mais .
Bill Gates falou por menos de cinco minutos , foi aplaudido de pé por mais de dez minutos, agradeceu e foi embora em seu helicóptero.

11 Regras para se dar bem :

Regra 1

A vida não é fácil . Acostume- se com isto

Regra 2

O mundo não está preocupado com a sua auto - estima . O mundo espera que você faça alguma coisa por ele , antes de sentir-se bem consigo mesmo

Regra 3

Você não ganhará 20000 por mês assim que sair da escola . Você não será vice -presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone .

Regra 4

Se você pensa que seu professor é rude , espere até ter um chefe ! Ele não terá nenhuma pena de você !
Regra 5

Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não estão abaixo de sua posição social. Seus avós tem uma palavra diferente para isso : Eles chamam de OPORTUNIDADE !
Regra 6

Se você fracassar, não é culpa de seus pais . Então, não lamente seus erros e aprenda com eles!
Regra 7

Antes de você nascer, seus pais não eram críticos como agora ! Eles ficaram assim por pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são ridículos e ultrapassados !

Regra 8

Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a VIDA NÂO É ASSIM !
Em algumas escolas , você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar !
Isto não parece com absolutamente NADA NA VIDA REAL !
Se pisar na bola, estará despedido ! RUA !
Portanto , faça certo da primeira vez !

Regra 9

A vida não é dividida em Semestres ! Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que os outros empregados e colegas o ajudem a cumprir suas tarefas no final de cada período !

Regra 10

Televisão NÂO É VIDA REAL ! Na vida real , as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate para segundo plano e ir trabalhar

Regra 11

Seja legal com seus companheiros cdfs! (Aqueles que os demais julgam ser babacas , por sobressaírem nos estudos ) .
A vida na prática , tem demonstrado que existe uma grande probabilidade de você necessitar vir a trabalhar para um deles!

Prof. Pedro Linardi me enviou esse texto e achei adequado publicá-lo no blog com o fim de discuti-lo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

VIOLÊNCIA NA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Atenção Belo Horizonte!!!

As escolas municipais, como já foi denunciado várias vezes aqui neste espaço, continuam mais e mais violentas:

Na segunda-feira, dia 07 de novembro de 2005, a comunidade da EM IMACO, escola mais próxima -geograficamente - do centro do poder municipal, pois fica no coração de BH, cerca de 300 metros da sede do executivo municipal, foi surpreendida: a Polícia Militar apreendeu, em sala de aula, uma pistola automática em poder de um aluno do turno da tarde. Menor e matriculado no ensino médio, ele foi conduzido pelos militares com mais dois colegas, todos algemados.

Na terça-feira, nova surpresa: os alunos estavam de volta, com a cara mais lambida do mundo. Imagine a cara dos estudantes, dos servidores e professores...

No biênio 2004/2005, nas proximidades da EM Marconi, Santo agostinho, dois alunos já foram mortos a tiros; na EM Arthur Versianni, bairro Santo Antônio, um aluno foi alvejado por um tiro de arma de fogo em 2004; na EM IMACO, em 2003, um aluno disparou, por descuido, um revólver calibre 22 dentro da sala de aula. Por sorte acertou somente a parede. Bateu em retirada antes que pudesse ser detido. Nos dias que se seguiram foi defendido no Colegiado pela pretensa liderança -???- estudantil -???- da escola e pela mãe aflita- ??? - que foi a escola contestar a coordenação pela perseguição injusta ao seu querido filho de 22 anos.

Desde o início dos mandatos de direções de escola em 2003, venho fazendo várias provocações à SMED e Gered Centro Sul para que organizemos um fórum interinstitucional de discussões para buscar saídas para a questão da violência nas escolas. Fiz a proposta em várias reuniões de diretores com a Pilar e com a equipe da Gered, inclusive por escrito.

Acreditava, e acredito, que só com o envolvimento efetivo de todos, da Universidade, da Imprensa, das Polícias Militar e Civil, Guarda Municipal, Juizado e Promotoria da Infância e juventude, da OAB, do nosso Sindicato e claro, das comunidades em questão, vislumbraremos uma solução.

Algo parecido com o Programa Fica Vivo. Não o programa feito hoje pelo governo Aécio, com muita conversa, muita publicidade e pouca ação. Mas o Programa no seu início. Na ocasião eu representava a URBEL na gênese do processo no Morro das Pedras. Não foi inventando nada ali. É que cada órgão assumiu a sua competência e apontou honestamente o que poderia ser feito. Fizemos um diagnóstico claro e todos começaram a agir. Hoje já se colhem os resultados. E não são poucos.

Na PBH/SMED acontece o contrário. Esconde-se a realidade, como uma criança que fecha os olhos diante do perigo na pretensão de que não será vista. Combate-se a violência somente com shows rebolados, grafite e hip hop. Nada contra a cultura. Mas é pura enganação usa-la soozinha como forma de combate ao crime. Cultura é expressão da vida humana nas suas mais diversas formas e movimentos e não política de segurança pública. É uma crueldade absurda os adolescentes serem levados a crer nisto. E maldade e oportunismo apregoar tais soluções para os estudantes.

Parece que a PBH quer uma vítima mais. Um professor ou professora, quem sabe...Talvez depois pense em agir.

Como agravante do quadro: existem em algumas escolas certos educadores - SIC - e grupos de alunos - alunos mesmo - que utilizam-se de maneira populista da crise para se perpetuarem no poder. Esta trupe apropria-se e defende a conversa mole dos gestores municipais sobre a inclusão interpretada de maneira míope. Aproveita-se também dos recursos públicos relativamente fáceis de usar, como o PAP e as horas de projeto específico, e fortalecem mandatos de grêmios nada livres e das direções de escolas que têm seu apoio, sua conivência. Os alunos destes clubinhos de amigos vendem os verdadeiros estudantes. Os pretensos educadores alugam apoio em troca de dobras, de mais aulas. Seu silêncio é ensurdecedor. É o mensalão dos pobres. E tudo fica como sempre esteve.... Pimentel e os seus agradecem.

Onde a ira justa? A indignação pura e simples com o mal, com a corrupção?

Convoco todos os homens mulheres de boa vontade da educação pública para juntos denunciarmos tais fatos e anunciarmos a porta de saída para os oportunistas. E gritarmos a novidade que nós estudantes, nós trabalhadores, nós sociedade civil organizada construir: uma escola verdadeiramente inclusiva, nos métodos, na prática, na qualidade e não só no discurso. Fora com a plurocracia burra, rasteira, sem cérebro e seus seguidores!!!

PS: Gostou? Não gostou? Discordou ou assina em baixo? Dê sua opinião. Expresse sua ira ou sua alegria. Não fique só! Estamos lhe escutando.

Prof. Geraldinho
IMACO - noturno.

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

Corrupção em BH???

Máfia do lixo
A Receita e a Polícia Federal preparam operação conjunta em
todo o País. É a Urucu. Terá foco nas empresas de lixo,
apontadas como financiadoras de esquemas ilícitos. A
operação já tem um trunfo: dias atrás, um funcionário do
governo do Distrito Federal teve seu apartamento
vasculhado. Acabou entregando o jogo e contou tudo o que
sabe sobre antigas gestões do PT em São Paulo, Goiânia,
BELO HORIZONTE, Salvador e Ribeirão Preto.

09/11/2005- PODER ISTO É DINHEIRO


Prof. Geraldinho
noturno - IMACO

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

CAMPANHA DO DESARMAMENTO: Antes eu era NÃO, Agora eu sou SIM

Antes, eu tinha certeza de que ia votar no NÃO e ninguém ia me convencer do contrário. Mas o tempo foi passando, entrei nas comunidades do
SIM e do NAO no orkut, ouvi propagandas no rádio e na TV e os argumentos do SIM me convenceram. Vou votar SIM. Sabe por que?

Vou dar 18 motivos:

1. Descobri que a chance de se sair bem ao reagir a um assalto é de uma em 288.345.774.324.500. As estatísticas provam que nos outros
288.345.774.324.499 casos, a vítima que reagiu morreu.

2. Descobri que a arma legal alimenta os bandidos. Todas aquelas AR-15, AK-47, granadas e bazucas que os traficantes do Rio usam foram
roubadas de cidadãos honestos que compraram as armas legalmente. Da minha casa mesmo, por exemplo. Ano passado me roubaram quatro mísseis stinger, uma bazooka e um AR-15

3. Descobri que todos os pais que têm armas de fogo costumam deixá-las carregadas e engatilhadas em cima do sofá da sala. Por isso que 94
milhões de crianças brasileiras morrem brincando com armas de fogo todos os anos.

4. Descobri que todos os assaltantes de casa têm superpoderes. Eles atravessam portas e paredes e se materializam imediatamente na sua
frente e apontam uma arma para a sua cabeça enquanto você ainda está deitado, tornando impossível qualquer reação. Eles não perdem tempo
e fazem barulho arrombando portas.

5. Descobri que se eu vir ou ouvir algum bandido pulando a cerca e entrando no meu quintal, eu não vou conseguir afugentá-lo com um tiro
para cima ou para o chão. Se ele ouvir o tiro, aí sim, é que ele vai ficar excitado e vai querer de toda forma entrar em casa e trocar
tiros comigo. Eles adoram fazer isso.

6. Descobri que se o NAO ganhar, as armas de fogo vão imediatamente ficar 90% mais baratas e vai acabar a burocracia para a compra de uma.
No dia seguinte à vitória do NÃO, qualquer pessoa (bandido ou não) vai poder ir numa loja de armas, comprar um 44 e oito caixas de munição,
já vai sair armado e vai para o bar mais próximo para arrumar briga e matar.

7. Descobri que delegados e policiais civis militares e federais - que são em quase totalidade favoráveis ao
NAO - não entendem N-A-D-A de violência e criminalidade. Quem manja mesmo do assunto são atores, sociólogos e dirigentes de ONGs
internacionais.

8. Descobri que estrangeiros que lideram ONGs como a Viva-Rio têm muita experiência no assunto. Afinal, todo mundo sabe que a situação
social, econômica e de criminalidade da França, Inglaterra e Estados Unidos (que é de onde eles vêm) é IGUALZINHA à realidade do Brasil.
Não tenho a menor dúvida de que as teorias que eles têm vão funcionar direitinho aqui.

9. Descobri que 90% dos casos de homicídios são cometidos pelos chamados cidadãos de bem. Claro que isso é só dos homicídios ESCLARECIDOS,
que são menos de 5% dos casos. Mas pela lógica, os outros 95% dos homicídios, que não são esclarecidos, também deve ser causados pelos
cidadãos de bem.

10. Descobri que o governo quer que a gente vote sim. E o governo sempre pensa no nosso bem. Afinal, todo mundo sabe que a qualidade da
saúde pública, ensino público, segurança pública, e etc vem melhorando cada vez mais, dia a dia.

11. Descobri que se o SIM ganhar, não vão mais acontecer mortes banais. Maridos ciumentos só vão agredir as mulheres com travesseiros,
torcidas organizadas vão se dar as mãos, facas e canivetes vão perder o fio, tijolos e paus vão ficar macios e os pitboys vão todos se
converter ao budismo.

12. Descobri que até agora, o desarmamento voluntário já deu resultados. É claro que a queda nos atendimentos dos postos do SUS em São
Paulo nos ultimos 12 meses foi devido à diminuição do número de armas, e não devido a maiores investimentos em segurança e educação.

13. Descobri que o jovem é a principal vítima da arma de fogo. Claro que isso não tem nada a ver com o fato de o jovem ser o maior usuário
de drogas, e nem o fato de que quase 100% dos envolvidos no tráfico de drogas têm menos de 30 anos (porque morrem ou são presos antes).
Isso é só coincidência.

14. Descobri que todo mundo que tem arma de fogo é um suicida em potencial. E a única causa do suicídio é a arma de fogo, e não a falta de
perspectivas, falta de um ideal, falta de um sonho a buscar ou então distúrbios mentais como a depressão.

15. Descobri que se algum bandido invadir a minha casa, basta eu ligar para o 190. A polícia sempre tem homens e viaturas sobrando e levará
menos de 3 minutos para me atender.

16. Caso isso não aconteça, basta eu fazer o sinalzinho do "sou da paz" com as mãos e o ladrão vai saber que eu sou um sujeito legal, e
então ele vai embora em paz sem levar nada e sem violência nenhuma. Eles sempre agem assim quando descobrem que você é da paz, e não um
daqueles psicopatas malvados que são a favor do NÃO.

17. Caso o ladrão seja muito, mas muito malvadão, eu só preciso gritar por socorro. Em cinco segundos vão aparecer a Fernanda Montenegro, a
Maitê Proença e o Felipe Dylon para me salvar e prender o bandido. Sem usar armas. Êêêêêêêêêêê!!!

18. Se o SIM ganhar, o Brasil vai ser um país mais feliz. Que nem na novela! Obaaaaaaa!

Recebido de amigos -Pedro Linardi Filho /EMDO

quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Deixa como está pra ver como é que fica

Todos reunidos. Assembléia Escolar cheia (de cadeiras vagas). É preciso escolher os novos membros do Colegiado. Após um intróito burocrático e desimportante, vem a pergunta: "E então, quem deseja participar?"
Uns tossem; outros remexem na cadeira; alguns se levantam para ir ao banheiro. A pergunta é repetida mais uma vez. A direção da escola faz apelos, lembra da importância do Colegiado, mesmo assim ninguém se apresenta. Passados vários angustiantes minutos, começam a aparecer uns gatos pingados (e entre os titubeantes não estão apenas pais, mães e alunos!). Preenche-se a ata e vapt-vupt nasce mais um Colegiado.
Com maior ou menor variação assim são eleitos, em grande parte das escolas, seus órgãos colegiados. Depois de constituídos, vão, em sua maioria, referendar decisões já tomadas pelo chamado " coletivo da escola". Pautas apresentadas por grupos de pais ou alunos, quando surgem, são "naturalmente" desqualificadas, consideradas "sem pé nem cabeça", não obstante o chamado "coletivo da escola" insistir na maior participação desses segmentos.
Mas os Colegiados Escolares são fundamentais para a efetiva GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA. O grande problema é que parte dos trabalhadores em educação e dos usuários não tem esse entendimento. Durante mais de uma década esses órgãos funcionaram de maneira muito precária, sem documentos oficiais que pudessem organizar e nortear sua atuação.
Pois bem...
O Conselho Municipal de Educação, em setembro de 2004, publicou o Parecer 057/04, que normatizava os Colegiados Escolares e que previa a eleição de seu presidente entre seus membros. Em abril de 2005, parecer de mesmo número(!?) e quase o mesmo teor foi publicado. A sutil diferença é que neste o diretor eleito era considerado presidente do Colegiado, ou seja, um retrocesso. Quando, em junho de 2005, é publicada a Resolução 001/2005 da SMED, não é mais possível reverter a situação. Alguns se recordarão da pressa com que algumas escolas realizaram a eleição de seus Colegiados para se adequar ao que determina a resolução. Pode parecer um detalhe insignificante a não-eleição do presidente do Colegiado, mas lembrem-se que este tem voto de qualidade e seria mais democrático que todos os participantes eleitos tivessem direito a postular essa posição. Além do mais, a resolução restringe o número de membros participantes ( o que não acontecia no parecer do CME).
O que se pode concluir é que se por um lado a resolução da SMED avança ao garantir autonomia para cada Colegiado elaborar seu próprio estatuto ( e acho que este é o grande desafio para as escolas - construir um documento politicamente significativo), por outro lado "engessa" o organismo em que pais e alunos melhor podem reivindicar.
É bom que estejamos dispostos a transformar os Colegiados, nos quais costuma reinar a mesmice, em aliados na luta por uma educação PÚBLICA de qualidade.

Halem Martins - E.M.L.A.

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Vai te catá lá pros seus Arroyos Inclusivos

Ando sem tempo e muito atarefado, afinal, gente como a gente, não compra feito e nem vende o que os outros fazem, não ganha prêmio porque não fica lambendo bota de " superior " que se acha o tal porque é ex-isso ou ex-aquilo. É, mas estou muito ausente e já deve ter alguns pensando que me embanderei pra algum esquema e resolvi mandar as minhas convicções às favas para me arrumar, porque acho que meu futuro é fazer carreira ou carreirinha (unf!) n " alguma maracutaia saramandalística. Bom, não seria mal nem bem, cairia de boca na baixaria, receberia uma boa grana, freqüentaria as festinhas " orgiásticas " , coalhadas de vendido(a)s e vendado(a)s e que se dane tudo mais. Mas se não me vendo por meros 59% de uma salário de pelo menos mais que o dobro do meu, que dirá por um suMorno de um aboRno de 700as pilas!. Aí não, tá barato demais! Prefiro ficar por aqui, me sentindo um desperdiçado nessa PBH, pensando num jeito decente de sair dessa lama e conseguir algo melhor com o currículo que fiz, que é meia boca, daí o fato de estar nessa lama, mas que me permite um ganha-pão e me dá alguma esperança de fazer algo mais significativo e efetivo, sem me deixar encostar numa repartição dum não sei das quanta, fazendo papel de lacaio de alguém mais idiota do que eu, que tem a desfaçatez de pensar que devo ser-lhe grato, já que na sua imensa misericórdia, me concedeu um carguinho bacana pra não ter de ser babá(ca) de uns 200 alunos por dia, abandonado por gestores, que procuram fazer de tudo para tirar de mim, o mais tênue senso de dignidade e auto-estima.
Não me rendo, não, pois meu trabalho é tão bom quanto é possível ser feito: nem mais e nem menos. E é na sala de aula que ainda tenho autonomia de fazê-lo. Sacrifício é para os mártires, pois eu me contento em ser um profissional que, com o tempo, fica cada vez melhor, apesar dos pesares.
Não acredito, portanto, nessa conversa mole que, em nome de um tratamento mais humano do aluno, de uma maior tolerância com ele, de uma abordagem diferenciada do seu processo de aprendizagem, eu me torne mais um alucinado que, a semelhança de um ex-drogado, de um recém torturado, de um corrompido, de um pilantra descoberto e arrependido ou de alguma " porraloquice " , me renda (babando) a esse som de taquara-rachada pseudo " paulofreudiano " , e saia por aí repetindo a insana e irresponsável ladainha " párapedagógica " , esse mantra lobotomizado de que o ensino formal, em sala de aula, com exercícios, testes, trabalhos escritos e tudo mais, esteja superado. Pior ainda, de que essa é a causa da evasão ou fracasso escolar de uma massa de alunos das classes mais desprovidas. Isso eu não me presto a fazer. Jogar no lixo o que melhor sei fazer e que dá muito certo, quando associado a outras abordagens, mas somente quando essas são colaborativas com a primeira. Essa história de " detornar " com o professor regular só pra me afirmar enquanto aquele que faz a revolução educativa com base num filminho qualquer que não mede conhecimento, aquisição de bons hábitos e habilidade de ninguém. Isso eu não faço. Vou procurar escrever, estudar, discutir, trabalhar o que for necessário, para provar que esses Arroyos Inclusivos, ou são uns picaretas desavergonhados ou sofrem de algum distúrbio alucinatório, por querer nos fazer acreditar que se pode ensinar, com cuspe e giz, um cego ler braile com mão de gancho.

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Serviço público no reino animal ou a fábula onde se gasta uma fábula

QUALQUER SEMELHANÇA COM A REALIDADE É
APENAS MERA COINCIDÊNCIA....


A Formiguinha Feliz...

Todos os dias, bem cedinho, a Formiga produtiva e feliz chegava ao escritório na Secretaria Municipal. Ali, transcorria os seus dias, trabalhando e cantarolando uma velha canção de amor.
Era produtiva e feliz, mas não era supervisionada. O Marimbondo, diretor geral, considerou o fato impossível e criou um cargo de supervisor, no qual colocaram uma Barata, inseto do partido e com muita experiência em serviço público.
A primeira preocupação da Barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga e colocar uma catraca eletrônica, além de preparar belíssimos relatórios.
Bem depressa se fez necessária uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e, portanto, empregaram uma aranhazinha, prima da Barata, inseto também de confiança, que organizou os arquivos e se ocupou do telefone. Enquanto isso, a formiga produtiva e feliz trabalhava e trabalhava. O Marimbondo, diretor geral, estava encantado com os relatórios da sua Barata (também boa de serviço), e terminou por pedir também quadros comparativos e gráficos, indicadores de gestão e análise das tendências.
Foi, então, necessário empregar uma Mosca para assessorar o supervisor, e foi preciso um novo computador com impressora colorida. A mosca havia apoiado o Marimbondo na sua última campanha. Logo era competente. A Formiga produtiva e feliz parou então de cantarolar as suas melodias e começou a lamentar-se de toda aquela movimentação de papéis que tinha de ser feita.
O Marimbondo, diretor geral, concluiu, portanto, que era o momento de adotar medidas drásticas: criaram a posição de gerente 1 da área onde a Formiga produtiva e feliz trabalhava.
O cargo foi dado a uma amiga de um vereador, por sua vez amigo do diretor geral, uma Cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial. A nova gerente de área - claro - precisou de um computador novo, e quando se tem mais do que um computador, a Internet se faz necessária. A nova gestora logo precisou de uma assessora (sua assistente na empresa pública anterior) para ajuda-lá a preparar o plano estratégico e o orçamento para a área onde trabalhava a Formiga produtiva e feliz.
A Formiga já não cantarolava mais, e cada dia se tornava mais irascível. - Precisaremos pagar para que seja feito um estudo sobre o ambiente de trabalho um dia desses, disse a Cigarra. Mas um dia, o gerente geral - ao rever as cifras - se deu conta de que a unidade na qual a Formiga produtiva e feliz trabalhava não rendia muito mais.
E assim contratou a Coruja, consultora prestigiada da UFMC, Universidade Federal da Mata das Corujas , onde só entravam corujas para os cursos de Mestrado e Doutorado, para que fizesse um diagnóstico da situação. A Doutora Coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um relatório brilhante com vários volumes e custo de vários milhões, que concluía: : - Há muita gente nesta empresa e os que aqui trabalham, são mal remunerados. E assim, o gerente geral seguiu o conselho da consultora e demitiu a Formiga, por que andava muito desmotivada e aborrecida... e concedeu reajuste de 59% para os demais trabalhadores (sic). E todos foram felizes para sempre... pelo menos até as próximas eleições.

Adaptação. Prof. Geraldinho de Paula Corrêa - IMACO- terceiro turno.

Serviço público no reino animal ou a fábula onde se gasta uma fábula

QUALQUER SEMELHANÇA COM A REALIDADE É
APENAS MERA COINCIDÊNCIA....


A Formiguinha Feliz...

Todos os dias, bem cedinho, a Formiga produtiva e feliz chegava ao escritório na Secretaria Municipal. Ali, transcorria os seus dias, trabalhando e cantarolando uma velha canção de amor.
Era produtiva e feliz, mas não era supervisionada. O Marimbondo, diretor geral, considerou o fato impossível e criou um cargo de supervisor, no qual colocaram uma Barata, inseto do partido e com muita experiência em serviço público.
A primeira preocupação da Barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga e colocar uma catraca eletrônica, além de preparar belíssimos relatórios.
Bem depressa se fez necessária uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e, portanto, empregaram uma aranhazinha, prima da Barata, inseto também de confiança, que organizou os arquivos e se ocupou do telefone. Enquanto isso, a formiga produtiva e feliz trabalhava e trabalhava. O Marimbondo, diretor geral, estava encantado com os relatórios da sua Barata (também boa de serviço), e terminou por pedir também quadros comparativos e gráficos, indicadores de gestão e análise das tendências.
Foi, então, necessário empregar uma Mosca para assessorar o supervisor, e foi preciso um novo computador com impressora colorida. A mosca havia apoiado o Marimbondo na sua última campanha. Logo era competente. A Formiga produtiva e feliz parou então de cantarolar as suas melodias e começou a lamentar-se de toda aquela movimentação de papéis que tinha de ser feita.
O Marimbondo, diretor geral, concluiu, portanto, que era o momento de adotar medidas drásticas: criaram a posição de gerente 1 da área onde a Formiga produtiva e feliz trabalhava.
O cargo foi dado a uma amiga de um vereador, por sua vez amigo do diretor geral, uma Cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial. A nova gerente de área - claro - precisou de um computador novo, e quando se tem mais do que um computador, a Internet se faz necessária. A nova gestora logo precisou de uma assessora (sua assistente na empresa pública anterior) para ajuda-lá a preparar o plano estratégico e o orçamento para a área onde trabalhava a Formiga produtiva e feliz.
A Formiga já não cantarolava mais, e cada dia se tornava mais irascível. - Precisaremos pagar para que seja feito um estudo sobre o ambiente de trabalho um dia desses, disse a Cigarra. Mas um dia, o gerente geral - ao rever as cifras - se deu conta de que a unidade na qual a Formiga produtiva e feliz trabalhava não rendia muito mais.
E assim contratou a Coruja, consultora prestigiada da UFMC, Universidade Federal da Mata das Corujas , onde só entrava corujas para os cursos de Mestrado e Doutorado, para que fizesse um diagnóstico da situação. A Doutora Coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um relatório brilhante com vários volumes e custo de vários milhões, que concluía: : - Há muita gente nesta empresa e os que aqui trabalham, são mal remunerados. E assim, o gerente geral seguiu o conselho da consultora e demitiu a Formiga, por que andava muito desmotivada e aborrecida... e concedeu reajuste de 59% para os demais trabalhadores (sic). E todos foram felizes para sempre... pelo menos até as próximas eleições.

Adaptação. Prof. Geraldinho de Paula Corrêa - IMACO- terceiro turno.